Sunday, 20 of May of 2012

Tag » misericórdia

Mãe da Misericórdia

Mãe benigna dAquele que disse: "Não são os que gozam de saúde que precisam de médico", e em outra ocasião: "Perdoai até setenta vezes sete!". Quando é que as nossas repetidas quedas poderão esgotar o Vosso poder ou a ternura da Vossa solicitude maternal? Ides em busca do pecador que todos repeliram, e, ao encontrá-lo, o abraçais e reanimais, e não descansais enquanto não o curais.

Eu sou um dos Vossos doentes, salvai-me. "Eu sou Vosso, salvai-me" (Sl 118, 94). Este será o meu grito de esperança em todos os dias do meu desterro. Quanto mais me lembrar das minhas quedas passadas, mais me lembrarei de Vós, que pudestes e quisestes com toda a bondade levantar-me delas; e maior será a minha certeza de que não me abandonareis a meio da minha cura.

E por fim, no Céu, quando timidamente for ocupar o meu lugar entre os que Vos devem a salvação, porque, no meio das suas misérias, puseram em Vós toda a sua esperança, serei a vossa glória, como um doente é a glória do médico que o arrancou da morte já às portas dela, e não uma vez somente, mas muitíssimas.
Então – e será este o fruto mais delicioso que a graça terá produzido -, as minhas próprias faltas serão o pedestal da Vossa glorificação e, ao mesmo tempo, o trono das divinas misericórdias, que eu eternamente quero cantar: Misericordias Domini in æternum cantabo! (Sl 88, 2). Cantarei pelos séculos dos séculos as misericórdias do Senhor!

(Pe. Joseph Tissot. A arte de aproveitar as próprias faltas. São Paulo: Quadrante, 1995, p. 126)

(Revista Arautos do Evangelho, Nov/2009, n. 95, p. 2)


1 comment

Divina Misericórdia

“O amor expulsa da alma o terror. Desde que amei o Senhor com todo o meu ser, com toda a força do meu coração, desapareceu o temor, e ainda que me falem de tudo sobre a Sua justiça, não O temo, porque vim a conhecê-Lo bem. Deus é amor e paz o Seu Espírito. Reconheço agora que os meus atos que decorreram do amor são mais perfeitos do que os atos que pratico por temor. Confiei em Deus e nada temo. Entreguei-me à Sua santa vontade; que faça comigo o que quiser, e eu O amarei da mesma maneira.”

(Diário de Santa Faustina, nº 589)

 

misericordia

 

Nosso Senhor pediu a Irmã Faustina para rezar e esforçar-se para estabelecer uma Festa da Divina Misericórdia no Domingo depois da Páscoa. Ele lhe disse:

Nesse dia estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças nas almas que se aproximam da Minha misericórdia. A alma que se confessar (oito dias antes ou depois) e receber a Santa Comunhão alcançará o perdão total das culpas e castigos (Diário 699).

Trata-se de um dia que deve celebrar o mistério pascal com um enfoque na mensagem da misericórdia de Deus. Deve ser um dia de esquecimento e perdão total, como o dia das expiações no antigo Testamento (v. Lev 16). Serão perdoados todos os nossos pecados e a punição devida a eles.

O Papa João Paulo II no ano 2000, aprovou a festa da Misericórdia para a Igreja Universal, no segundo Domingo da Páscoa.

Terço da Misericórdia

Nosso Senhor ensinou à Irmã Faustina uma oração pela misericórdia que ela devia rezar "incessantemente".

Disse-lhe que rezando dessa forma as suas orações teriam grande poder pela conversão dos pecadores, pela paz para os moribundos e mesmo para controlar a natureza.

Nós também podemos rezar esse terço usando as contas comuns do rosário de cinco dezenas.

Começamos com o Pai Nosso, Ave Maria e Creio.

A seguir, nas contas grandes rezamos:

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade do Vosso Diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas pequenas rezamos:

Pela Sua dolorosa Paixão, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

E no fim rezamos três vezes:

Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.


Leave a comment

Misericórdia e Reconciliação

JESUS, AO VER a mulher, movido de compaixão para com ela, disse?lhe: Não chores. E aproximou?se e tocou no esquife. E os que o levavam pararam. Então disse ele: Jovem, eu te digo, levanta?te. E sentou?se o que tinha estado morto e começou a falar. E Jesus entregou?o à sua mãe.

Muitos Padres viram nesta mãe que recupera o filho morto uma imagem da Igreja, que também recebe os seus filhos mortos pelo pecado, prolongando assim a ação misericordiosa de Cristo. A Igreja, que é Mãe, com a sua dor “intercede por cada um dos seus filhos como fez a mãe viúva pelo seu filho único”. Ela “alegra?se diariamente – comenta Santo Agostinho – com os homens que ressuscitam nas suas almas. Aquele, morto corporalmente; estes, espiritualmente”. Se o Senhor se compadece de uma multidão faminta, como não há de compadecer?se de quem sofre uma doença da alma ou já traz em si a morte para a vida eterna?

A Igreja é misericordiosa “quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador, das quais é depositária e dispensadora”, especialmente da Eucaristia e do Sacramento da Penitência ou Reconciliação. “A Eucaristia aproxima?nos sempre daquele amor que é mais forte do que a morte”, diz João Paulo II. E o sacramento da Penitência, continua o Papa, “aplaina o caminho a cada homem, mesmo quando está sobrecarregado com graves culpas. Neste sacramento, todos os homens podem experimentar de modo singular a misericórdia, isto é, aquele amor que é mais forte do que o pecado”. É Jesus que passa novamente pelas nossas ruas e cidades e se apieda dos males de que padece esta humanidade enferma; que se apieda sobretudo dos homens vergados sob o peso do único mal absoluto que existe, o pecado.

A Sagrada Eucaristia é fonte de fortaleza, como o é o alimento em relação ao corpo. Conta?se que, nos tempos antigos, um rei enviou de presente a um vizir árabe a espada que lhe tinha servido para vencer inúmeras batalhas. O agraciado quis experimentá?la no primeiro combate em que entrou, mas, com grande surpresa sua, saiu derrotado. Mandou então dizer ao rei que estava decepcionado. Ao que o rei respondeu: “Eu te mandei a minha espada, mas não o meu braço”. A Sagrada Comunhão é o braço de Deus, é todo o seu poder, que atua dentro de nós e dá vigor à nossa capacidade de luta, multiplicando?a.

Este é o pão que desceu do céu; não é como o pão que os vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente, disse o Senhor em Cafarnaum. A Eucaristia, quando a recebemos nas devidas disposições de alma e corpo, reforça em nós os mecanismos de defesa, ajudando?nos a resistir às tentações e preservando?nos sobretudo de cair num estado anêmico de tibieza que é fonte de mediocridade espiritual e, mais cedo ou mais tarde, de quedas que podem ser sérias. Perguntemo-nos se sabemos corresponder a essa prova da misericórdia de Deus procurando comungar assiduamente, com fé na graça do Sacramento. “Quantos anos comungando diariamente! – Qualquer outro seria santo – disseste?me –, e eu, sempre na mesma!

“– Meu filho – te respondi –, continua com a Comunhão diária e pensa: Que seria de mim se não tivesse comungado?”

Fonte: Falar com Deus.


Leave a comment

Perdão e Humildade

Assim atua o nosso Deus. Quando aquele filho regressa depois de ter gastado o seu dinheiro vivendo mal e, sobretudo, depois de se ter esquecido de seu pai, é o pai quem diz: Depressa! Trazei-me o vestido mais precioso e vesti-lho, metei-lhe um anel no dedo, calçai-lhe as sandálias e pegai um vitelo gordo, matai-o e comamos e celebremos um banquete. Nosso Pai-Deus, quando acudimos a Ele com arrependimento, da nossa miséria tira riqueza; da nossa debilidade, fortaleza. O que não nos há de preparar então, se não o abandonamos, se freqüentamos a sua companhia todos os dias, se lhe dirigimos palavras de carinho confirmadas com as nossas ações, se lhe pedimos tudo, confiados na sua onipotência e na sua misericórdia? Se prepara uma festa para o filho que o traiu, só por tê-lo recuperado, o que não nos outorgará a nós, se sempre procuramos ficar a seu lado?

Longe da nossa conduta, portanto, a lembrança das ofensas que nos tenham feito, das humilhações que tenhamos padecido – por muito injustas, descorteses e rudes que tenham sido -, porque é impróprio de um filho de Deus ter preparado um registro para apresentar uma lista de agravos. Não podemos esquecer o exemplo de Cristo, e a nossa fé cristã não se troca como quem troca de roupa: pode debilitar-se, robustecer-se ou perder-se. Esta vida sobrenatural dá vigor à fé, e a alma apavora-se ao considerar a miserável nudez humana sem o divino. E perdoa e agradece: Meu Deus, se contemplo a minha pobre vida, não encontro nenhum motivo de vaidade e, menos ainda, de soberba; só encontro abundantes razões para viver sempre humilde e compungido. Bem sei que não há nada tão senhoril como servir.

 

Amigos de Deus, 309. São Josémaria Escrivá.


Leave a comment

Alivia a Carga do Teu Irmão…

O AMOR DESCOBRE nos outros a imagem divina, a cuja semelhança todos fomos feitos; reconhecemos em todos o preço sem medida que foi pago pelo seu resgate: o próprio sangue de Cristo. Quanto mais intensa for em nós a virtude sobrenatural da caridade, maior estima teremos pelo próximo e, conseqüentemente, crescerá a nossa solicitude pelas suas necessidades e penas.

Nos que sofrem ou passam por dificuldades, não vemos apenas a pessoa em si, mas também Cristo, que se identificou com todos os homens: Em verdade vos digo que, todas as vezes que o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes. Cristo faz?se presente no mundo pela nossa caridade. Ela atua constantemente em cada época por meio dos membros do seu Corpo Místico. Por isso, a união vital com Cristo também nos permite dizer: Vinde a mim todos os que estais fatigados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. A caridade é a realização do Reino de Deus no mundo.

Para sermos fiéis discípulos do Senhor, temos de pedir?lhe incessantemente que nos dê um coração semelhante ao seu, capaz de compadecer?se de todos os males que pesam sobre a humanidade. A compaixão foi a atitude habitual de Cristo à vista das misérias e limitações dos homens: Tenho compaixão da multidão…, diz o Senhor repetidamente em tons diversos ao longo do Evangelho; e essa sua inclinação para a misericórdia, há de conservá?la permanentemente diante das misérias acumuladas pelos homens ao longo dos séculos. Se nós nos chamamos discípulos de Cristo, devemos cultivar no nosso coração os mesmos sentimentos misericordiosos do Mestre.

Temos de começar por aliviar as cargas dos que vivem mais intimamente ligados à nossa vida: por terem a mesma fé, o mesmo espírito, os mesmos laços de sangue, o mesmo trabalho…: “Velai, certamente, por todos os indigentes com uma benevolência geral – diz São Leão Magno –, mas lembrai?vos especialmente dos que são membros do Corpo de Cristo e estão unidos a nós pela unidade da fé católica. Pois devemos mais aos nossos pela união na graça, do que aos estranhos pela comunhão de natureza”.

Aliviemos na medida do possível os que suportam o duro fardo da ignorância religiosa, que “atinge hoje níveis jamais vistos em certos países de tradição cristã. Por imposição laicista ou por desorientação e negligência lamentável, multidões de jovens batizados vêm chegando à idade adulta com um total desconhecimento das mais elementares noções da fé e da moral e dos próprios rudimentos da piedade. Atualmente, ensinar a quem não sabe significa, sobretudo, ensinar aos que nada sabem de Religião; significa “evangelizá?los”, quer dizer, falar?lhes de Deus e da vida cristã”. Que peso tão grande o daqueles que, pertencendo à nossa família sobrenatural por estarem batizados, não conhecem Cristo, foram privados na meninice e na juventude da doutrina cristã, e estão mergulhados no erro, porque a ignorância é a fonte da maior parte dos erros.

Peçamos, enfim, ao Senhor, na nossa oração pessoal, a ajuda da sua graça para sentirmos uma compaixão eficaz por aqueles que sofrem o mal incomensurável de estarem enredados no pecado. Peçamos?lhe a graça de entender que o apostolado da Confissão é a maior obra de todas as obras de misericórdia, pois é possibilitar que Deus derrame o seu perdão generosíssimo sobre os que se afastaram da casa paterna. Que enorme fardo retiramos dos ombros de quem estava oprimido pelo pecado e se aproxima da Confissão! Que grande alívio! Hoje pode ser um bom momento para nos perguntarmos: quantas pessoas ajudei a fazer uma boa confissão?

NÃO ENCONTRAREMOS caminho mais seguro para seguirmos o Senhor e para encontrarmos a nossa própria felicidade do que a preocupação sincera por libertar ou aliviar do seu lastro os que caminham cansados e aflitos, pois Deus dispôs as coisas “para que aprendamos a levar as cargas uns dos outros; porque não há ninguém sem defeito, ninguém sem carga; ninguém que se baste a si próprio, nem que seja suficientemente sábio para si”. Todos precisamos uns dos outros. A convivência diária requer essas ajudas mútuas, sem as quais dificilmente poderíamos ir para a frente.

E se alguma vez nós mesmos nos vemos a braços com um fardo excessivamente pesado para as nossas forças, não deixemos de ouvir as palavras do Senhor: Vinde a mim. Só Ele restaura as forças, só Ele sacia a sede. “Jesus diz agora e sempre: Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Efetivamente, Jesus encontra?se numa atitude de convite, de conhecimento e de compaixão por nós; mais ainda: de oferecimento, de promessa, de amizade, de bondade, de remédio para os nossos males, de conforto e, sobretudo, de pão, de fonte de energia e de vida”. Cristo é o nosso descanso.

O segredo é a oração. Quando por vezes na vida nos sentimos esmagados e não sabemos a quem mais recorrer, temos que voltar?nos decididamente para o Sacrário, onde nos espera o Amigo que nunca atraiçoa nem decepciona, e que, nesse colóquio sem palavras, nos anima, nos dá critério e nos robustece para a luta. Quantas preocupações e fardos aparentemente insuportáveis se desfazem à luz trêmula da lamparina de um Sacrário!

O trato assíduo com a nossa Mãe Santa Maria ensinar?nos?á a ter sempre paz e a compadecer?nos das necessidades do próximo. Nada lhe passou inadvertido, porque até os mais pequenos apuros dos homens se fizeram patentes ao amor que sempre lhe absorveu o Coração. Ela tornará mais fácil o caminho para Cristo quando tivermos mais necessidade de descarregar nEle as nossas preocupações e de renovar o impulso da caridade: assim “obterás forças para cumprir acabadamente a Vontade de Deus, encher?te?ás de desejos de servir a todos os homens. Serás o cristão que às vezes sonhas ser: cheio de obras de caridade e de justiça, alegre e forte, compreensivo com os outros e exigente contigo mesmo”.

Fonte: Falar com Deus.


Leave a comment