Sunday, 20 of May of 2012

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Divina Misericórdia

“O amor expulsa da alma o terror. Desde que amei o Senhor com todo o meu ser, com toda a força do meu coração, desapareceu o temor, e ainda que me falem de tudo sobre a Sua justiça, não O temo, porque vim a conhecê-Lo bem. Deus é amor e paz o Seu Espírito. Reconheço agora que os meus atos que decorreram do amor são mais perfeitos do que os atos que pratico por temor. Confiei em Deus e nada temo. Entreguei-me à Sua santa vontade; que faça comigo o que quiser, e eu O amarei da mesma maneira.”

(Diário de Santa Faustina, nº 589)

 

misericordia

 

Nosso Senhor pediu a Irmã Faustina para rezar e esforçar-se para estabelecer uma Festa da Divina Misericórdia no Domingo depois da Páscoa. Ele lhe disse:

Nesse dia estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças nas almas que se aproximam da Minha misericórdia. A alma que se confessar (oito dias antes ou depois) e receber a Santa Comunhão alcançará o perdão total das culpas e castigos (Diário 699).

Trata-se de um dia que deve celebrar o mistério pascal com um enfoque na mensagem da misericórdia de Deus. Deve ser um dia de esquecimento e perdão total, como o dia das expiações no antigo Testamento (v. Lev 16). Serão perdoados todos os nossos pecados e a punição devida a eles.

O Papa João Paulo II no ano 2000, aprovou a festa da Misericórdia para a Igreja Universal, no segundo Domingo da Páscoa.

Terço da Misericórdia

Nosso Senhor ensinou à Irmã Faustina uma oração pela misericórdia que ela devia rezar "incessantemente".

Disse-lhe que rezando dessa forma as suas orações teriam grande poder pela conversão dos pecadores, pela paz para os moribundos e mesmo para controlar a natureza.

Nós também podemos rezar esse terço usando as contas comuns do rosário de cinco dezenas.

Começamos com o Pai Nosso, Ave Maria e Creio.

A seguir, nas contas grandes rezamos:

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade do Vosso Diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas pequenas rezamos:

Pela Sua dolorosa Paixão, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

E no fim rezamos três vezes:

Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.


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Procuremos a intimidade com José e encontraremos Jesus

Tens de amar muito São José, amá-lo com toda a tua alma, porque é a pessoa que, com Jesus, mais amou Santa Maria e quem mais privou com Deus: quem mais O amou, depois da nossa Mãe. – Ele merece o teu carinho, e a ti convém-te buscar o seu convívio, porque é Mestre de vida interior e pode muito diante do Senhor e diante da Mãe de Deus. (Forja, 554)

Nas coisas humanas, José foi mestre de Jesus; conviveu diariamente com Ele, com carinho delicado, e cuidou dEle com abnegação alegre. Não será esta uma boa razão para considerarmos esse varão justo, esse Santo Patriarca, em quem culmina a fé da Antiga Aliança, como mestre de vida interior? A vida interior não é outra coisa senão uma relação de amizade assídua e íntima com Cristo, para nos identificarmos com Ele. E José saberá dizer-nos muitas coisas sobre Jesus. por isso, não abandonemos nunca a devoção que lhe dedicamos: Ite ad Ioseph, ide a José, como diz a tradição cristã, servindo-se de uma frase tirada do Antigo Testamento.

Mestre de vida interior, trabalhador empenhado no seu ofício, servidor fiel de Deus, em relação contínua com Jesus: este é José. Ite ad Ioseph. Com São José, o cristão aprende o que significa pertencer a Deus e estar plenamente entre os homens, santificando o mundo. Procuremos a intimidade com José, e encontraremos Maria, que encheu sempre de paz a amável oficina de Nazaré. (É Cristo que passa, n. 56)

A Igreja inteira reconhece em São José o seu protetor e padroeiro. Ao longo dos séculos, tem-se falado dele sublinhando diversos aspectos da sua vida, continuamente fiel à missão que Deus lhe confiou. Por isso, desde há muitos anos, agrada-me invocá-lo com este título muito íntimo: Nosso Pai e Senhor.

São José é realmente Pai e Senhor: protege e acompanha no seu caminho terreno aqueles que o veneram, como protegeu e acompanhou Jesus enquanto crescia e se tornava homem. (É Cristo que passa, n. 36)

Fonte: Opus Dei


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Assistência do Espírito Santo

O Espírito Santo é o doce hóspede da alma, aquele que não se pode ver com os olhos, nem se pode tocar com as mãos, mas cuja ação transforma e renova toda a pessoa.

A fé em Jesus Cristo só é possível pela ajuda interior do Espírito Santo. Graças a sua assistência chegamos a conhecer melhor Jesus. É Ele quem nos indica que caminhos percorrer para parecer-nos mais com Cristo. É Ele quem forma em nós a personalidade cristã madura e nos infunde o dinamismo apostólico.

Acrescentemos em nossas vidas a fé e o amor à terceira pessoa da Santíssima Trindade. Para receber esta graça, precisamos colaborar com Ele, fomentar o reconhecimento interior, dar espaço ao silêncio para sermos capazes de escutar seus convites em nossa consciência, pedir sua ajuda ao começar as obras que empreendemos e recorrer aos sacramentos, principalmente a Confissão e a Eucaristia.

O Espírito Santo busca nossa santificação. Só temos que nos deixar levar por Ele!

Fonte: Adaptado das meditações do Regnum Christi.


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“Deus humilha-se”

E em Belém nasce o nosso Deus: Jesus Cristo! – Não há lugar na pousada: num estábulo. – E sua Mãe envolve-O em panos e reclina-O no presépio (Lc 2, 7). Frio. – Pobreza. – Sou um escravozinho de José. – Que bom é José! – Trata-me como um pai a seu filho. – Até me perdoa, se tomo o Menino em meus braços e fico, horas e horas, dizendo-Lhe coisas doces e ardentes!… E beijo-O – beija-O tu -, e O embalo, e canto para Ele, e Lhe chamo Rei, Amor, meu Deus, meu Único, meu Tudo!… Que lindo é o Menino… e que curta a dezena! (Santo Rosário, mistérios gozosos, 3)

Começa por permanecer nove meses no seio de sua Mãe, como qualquer outro homem, com extrema naturalidade. O Senhor sabia de sobra que a humanidade necessitava dEle com urgência. Tinha, portanto, fome de vir à terra para salvar todas as almas. Mas não precipita o tempo; vem na sua hora, como chegam ao mundo os outros homens. Desde a concepção até o nascimento, ninguém – a não ser São José e Santa Isabel – percebe esta maravilha: Deus veio habitar entre os homens!

O Natal também está rodeado de uma simplicidade admirável: o Senhor vem sem estrondo, desconhecido de todos. Na terra, só Maria e José participam da divina aventura. Depois, os pastores, avisados pelos Anjos. E, mais tarde, os sábios do Oriente. Assim se realiza o fato transcendente que une o céu à terra, Deus ao homem!

Como é possível tanta dureza de coração, que cheguemos a acostumar-nos a estes episódios? Deus humilha-se para que possamos aproximar-nos dEle, para que possamos corresponder ao seu amor com o nosso amor, para que a nossa liberdade se renda, não só ante o espetáculo do seu poder, como também ante a maravilha da sua humildade.

Grandeza de um Menino que é Deus! Seu Pai é o Deus que fez os céus e a terra, e Ele ali está, num presépio, quia non erat eis locus in diversorio, porque não havia outro lugar na terra para o dono de toda a Criação. (É Cristo que passa, 18)

http://www.opusdei.org.br/art.php?p=20461


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“Não me soltes, não me deixes”

Manifestemos a Jesus que somos crianças. E as crianças, as crianças pequeninas e simples, quanto não sofrem para subir um degrau! Parece que estão ali perdendo o tempo. Finalmente, subiram. Agora, outro degrau. Com as mãos e os pés, e com o impulso de todo o corpo, conseguem um novo triunfo: mais um degrau. E volta a começar. Que esforços! Já faltam poucos…, mas então um tropeção… e zás!… lá em baixo. Toda machucada, inundada de lágrimas, a pobre criança começa, recomeça a subida. Assim nós, Jesus, quando estamos sós. Toma-nos Tu em teus braços amáveis, como um Amigo grande e bom da criança simples; não nos soltes até que estejamos lá em cima; e então – oh, então! – saberemos corresponder ao teu Amor Misericordioso, com audácias infantis, dizendo-te, doce Senhor, que, a não ser Maria e José, não houve nem haverá mortal algum – e os tem havido muito loucos – que te ame como eu te amo (Forja, 346)

Eu vou continuando a minha oração em voz alta, e vós, cada um de vós, por dentro, está confessando ao Senhor: Senhor, que pouco valho! Que covarde tenho sido tantas vezes! Quantos erros! Nesta ocasião e naquela…; nisto e naquilo… E podemos exclamar também: Ainda bem, Senhor, que me tens sustentado com a tua mão, porque me sinto capaz de todas as infâmias… Não me largues, não me deixes; trata-me sempre como a um menino. Que eu seja forte, valente, íntegro. Mas ajuda-me como a uma criatura inexperiente. Leva-me pela tua mão, Senhor, e faz com que tua Mãe esteja também a meu lado e me proteja. E assim, possumus!, poderemos, seremos capazes de ter-Te por modelo.

Não é presunção afirmar possumus! Jesus Cristo ensina-nos este caminho divino e pede-nos que o empreendamos, porque Ele o tomou humano e acessível à nossa fraqueza. Por isso se rebaixou tanto: Este foi o motivo por que se abateu, tomando forma de servo aquele Senhor que, como Deus, era igual ao Pai; mas abateu-se na majestade e na potência; não na bondade nem na misericórdia.

A bondade de Deus quer facilitar-nos o caminho. Não rejeitemos o convite de Jesus, não lhe digamos não, não nos façamos surdos ao seu chamamento, pois não existem desculpas, não temos motivo nenhum para continuar a pensar que não podemos. Ele ensinou-nos com o seu exemplo. Portanto, peço-vos encarecidamente, meus irmãos, que não permitais que se vos tenha mostrado em vão modelo tão precioso, mas que vos conformeis com Ele e vos renoveis no espírito da vossa alma. (É Cristo que passa, 15)


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