Sunday, 20 of May of 2012

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A Missa é Ação Divina

 

Não é estranho que muitos cristãos – pausados e até solenes na vida social (não têm pressa), nas suas pouco ativas atuações profissionais, à mesa e no descanso (também não têm pressa) – se sintam apressados e apressem o Sacerdote na sua ânsia de encurtar, de abreviar o tempo dedicado ao Santíssimo Sacrifício do Altar? (Caminho, 530)

Toda a Trindade está presente no sacrifício do Altar. Por vontade do Pai e com a cooperação do Espírito Santo, o Filho se oferece em oblação redentora. Aprendamos a ganhar intimidade com a Trindade Beatíssima, Deus Uno e Trino: três Pessoas divinas na unidade da sua substância, do seu amor e da sua ação santificadora cheia de eficácia.

Logo a seguir ao Lavabo, o sacerdote invoca: Recebei, ó Trindade Santa, esta oblação que Vos oferecemos em memória da Paixão, da Ressurreição e da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo.E, no final da Missa, temos outra oração de inflamado acatamento ao Deus Uno e Trino: Placeat tibi, Sancta Trinitas, obsequium servitutis meae… Seja-Vos agradável, ó Trindade Santíssima, o tributo da minha servidão, a fim de que este sacrifício que eu, embora indigno, apresentei aos olhos da Vossa Majestade, seja aceito por Vós e, por vossa misericórdia, atraia o vosso favor sobre mim e sobre todos aqueles por quem o ofereci.

A Missa – insisto – é ação divina, trinitária, não humana. O sacerdote que celebra está a serviço dos desígnios do Senhor, emprestando-lhe seu corpo e sua voz. Não atua, porém, em nome próprio, mas in persona et in nomine Christi, na Pessoa de Cristo e em nome de Cristo.

O amor da Trindade pelos homens faz com que, da presença de Cristo na Eucaristia, nasçam para a Igreja e para a humanidade todas as graças. Este é o sacrifício profetizado por Malaquias: Desde o nascer do sol até o ocaso, é grande meu nome entre os povos; e em todo o lugar se oferece ao meu nome um sacrifício fumegante e uma oblação pura. É o Sacrifício de Cristo, oferecido ao Pai com a cooperação do Espírito Santo: oblação de valor infinito, que eterniza em nós a Redenção que os sacrifícios da Antiga Lei não podiam alcançar. (É Cristo que passa, 86)

Fonte: Opus Dei


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Massinha nas mãos do Senhor…

Um tronco de árvore grosso e disforme nunca sonharia poder transformar-se em obra de arte, e por isso nunca se submeteria ao escopro e ao martelo do escultor, capaz de ver nele o que dele pode ser feito (Santo Inácio).

Peço a graça de me deixar esculpir e modelar pelo Deus que me ama, que me criou e que me sustenta.


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Reconhecendo a própria miséria e pedindo a Graça.

Ao começar o seu ministério, Jesus olhou fixamente para o grupo de possíveis discípulos a quem tinha atraído e que desejavam segui-lo (Mateus 10, 37). E disse-lhes: “Esperem. Não comecem uma coisa que não conseguem acabar. O custo pode ser muito alto. “Esse custo é sobretudo para o nosso ego, a nossa tendência para centrar as nossas energias na concretização dos nossos interesses. Onze dos doze apóstolos pesaram o custo e pagaram-no eventualmente, apesar de terem tropeçado pelo caminho – pensemos em Pedro negando Jesus e escondendo-se durante a Crucifixão. Pobre Judas que tropeçou e caiu e que nunca mais encontrou o caminho de volta. Senhor, quero seguir-Te responsavelmente, mas não confio em mim. Rezo em comunhão com Filipe Neri: “Senhor, cuidado com este Filipe ou ele pode atraiçoar-Te! Impõe a Tua mão sobre a minha cabeça pois, sem Ti, não há pecado que não possa cometer hoje mesmo…”

Fonte: Paróquias.org


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Sê Frutífero !

Meditação

Jesus é o semeador que deposita em nós a semente de sua graça. Ao final da vida que Deus nos concede, o Senhor espera que demos frutos, por isso devemos utilizar todas as faculdades e dons que Deus nos deu. São tantos os dons que recebemos de Deus: vida, saúde, família, qualidades, estudos, o dom da fé, a possibilidade de receber o sacramento da confissão ou da Eucaristia… A lista seria interminável. Somos uns privilegiados por Deus! E tudo isso temos recebido, sem sequer merecermos, só por puro amor de Deus. Como disse outra passagem da Sagrada Escritura, o que temos recebido grátis, temos que dar de mãos cheias, gratuitamente e dar o cento por um, como os grãos semeados em terra boa. Temos que sentir a necessidade de corresponder a Deus por gratidão, para dizer-lhe com feitos que não somos indiferentes a Seu amor. O amor é a base de nossa resposta a Cristo! O amor deveria nos levar a darmos o máximo possível. Para trabalhar tudo isso contamos com um grande meio que todos temos: o tempo. O tempo é o que nos permite render para Deus, entregar-lhe o que temos, o que somos, para nos colocar a Seu serviço. Não pensemos que temos toda a vida. Pensemos que temos o dia de hoje, demos frutos hoje!.

Reflexão apostólica

Ante a vida que é tão curta, o cristão deve sentir o estímulo para fazer render ao máximo o tempo que Deus os concede.

Propósito

Aproveitar bem meu tempo, me colocando a serviço dos demais, sem deixar espaço ao ócio ou a preguiça.

“A porta escura do tempo , do futuro tem sido aberta de par em par. Quem tem esperança vive de outra maneira; lhe é dada uma nova vida”.

S.S. Bento XVI, encíclica Spe salvi, núm. 2.

Fonte: Meditações do Regnum Christi


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Sobre o Pecado (II)

PARA ARMARMOS uma luta decidida contra o pecado, é necessário que reconheçamos sem desculpas os nossos erros diários, chamando?os pelo seu nome, sem procurar justificações que bloqueariam a contrição e a luta por evitá?los: omissões nos nossos deveres profissionais, na fraternidade, no trato com Deus; juízos negativos sobre os outros; ambições menos nobres ou desordenadas: de ser o centro das atenções, de mandar, de ter mais do que se precisa; movimentos de inveja e mau?humor que se vertem sobre os outros; pouca solicitude na vida familiar…

Tudo isso são verdadeiros pecados, embora veniais, porque a vontade resiste a secundar o querer de Deus, antepondo?lhe o capricho pessoal ou o juízo próprio, ainda que não se chegue a uma ruptura com o Senhor. O empenho por estar cada dia mais perto de Jesus Cristo não se compagina com a fraqueza de admitir coisas que nos separam dEle. Cada falta venial deliberada é um passo atrás no caminho para Deus; é entravar a ação do Espírito Santo na alma.

A água viva que o Senhor nos promete – Se alguém tem sede, venha a mim e beba… – não pode ser armazenada em vasilhames quebrados pelo pecado mortal ou rachados pelos pecados veniais. A Confissão restaura a alma, purifica?a e enche?a de graça. Recorramos a este sacramento com contrição verdadeira. Que possamos dizer com o Salmista: Os meus olhos derramaram rios de lágrimas porque não observaram a tua lei.

Pedimos à nossa Mãe Santa Maria, Refúgio dos pecadores, que nos conceda a graça de detestar todo o pecado venial e um grande amor ao sacramento da Misericórdia divina. Examinemos, ao terminarmos este tempo de oração, com que freqüência recorremos a esse sacramento, com que amor nos aproximamos dele, que empenho pomos em praticar os conselhos recebidos.


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