Sunday, 20 of May of 2012

Category » Devocional

Oração pedindo a intercessão do Beato João Paulo II

 

 

BeatoJPII

ORAÇÃO PEDINDO GRAÇAS

POR INTERCESSÃO DO BEATO

JOÃO PAULO II, PAPA

Ó Trindade Santa, nós Vos agradecemos  por ter dado à Igreja o Beato João Paulo II e por ter feito resplandecer nele a ternura da vossa Paternidade, a glória da cruz de Cristo e o esplendor do Espírito de amor.

Confiando totalmente na vossa infinita misericórdia e na materna intercessão de Maria, ele foi para nós uma imagem viva de Jesus Bom Pastor, indicando-nos a santidade como a mais alta medida da vida cristã ordinária, caminho para alcançar a comunhão eterna Convosco. Segundo a Vossa vontade, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que imploramos, na esperança de que ele seja logo inscrito no número dos vossos santos. Amém

Com a aprovação eclesiástica
AGOSTINO CARD. VALLINI
Vigário Geral de Sua Santidade para a Diocese de Roma
Comunicar as graças recebidas a:
Postulazione della Causa di Canonizzazione
del Beato Giovanni Paolo II
Piazza S. Giovanni in Laterano, 6/a – 00184 Roma

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Celebrações da memória facultativa de S. Jorge

 

Texto da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

Celebrações da memória facultativa de São Jorge durante o Sábado Santo

                     23 de abril de 2011 –

1. A Igreja existe a partir de Jesus Cristo. Em cada gesto que realiza, seja rezando, seja no convívio fraterno, na prática da caridade ou no culto aos santos, o centro de sua vida é sempre o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Este mistério é celebrado incessantemente, ocorrendo, no entanto, dias de especial celebração. Conforme antiga tradição, a data mais importante para os cristãos é a Páscoa. Todas as demais festividades ficam a ela subordinadas.
2. Também conforme antiga tradição, a indicação da data da Páscoa é móvel, pois obedece ao calendário lunar. Dependendo do dia em que a mesma é celebrada, pode ocorrer a coincidência com outras festas que, embora ligadas ao mistério de Jesus Cristo, deixam de ser celebradas porque a Ele se remetem indiretamente. É isto que ocorreu este ano, ao se juntarem, no mesmo dia, a grande Solenidade Pascal, maior de todas as festas, com a memória facultativa do mártir São Jorge. Na hierarquia das celebrações, as solenidades ocupam o lugar mais alto e as memórias facultativas, como o próprio nome indica, podem deixar de ser celebradas.
3. Em geral, as memórias facultativas ligam-se a tradições locais, ao carinho com um santo ou santa. São Jorge, por exemplo, recebe o carinho, isto é, a devoção em várias partes do mundo. No Rio de Janeiro, existem algumas igrejas que levam seu nome e mesmo outras que, não lhe sendo diretamente dedicadas, celebram a memória facultativa de São Jorge.
4. Como, pois, integrar corretamente a celebração do grande Dia do Senhor com a memória facultativa de São Jorge? Reconhecendo que, na variedade dos locais, cada um tem seu jeito próprio de o fazer, a Arquidiocese do Rio de Janeiro, após ouvir os padres que mais diretamente se envolvem nas festividades de São Jorge, o Conselho Presbiteral, os Vigários Episcopais e outras instâncias do governo arquidiocesano, determina o que segue:
4.1 O Sábado Santo é um dia de oração e reflexão pessoal acerca da pessoa e a mensagem de Jesus Cristo. Não deve ser considerado apenas como um grande feriado para atividades de lazer, que, embora humanamente válidas, não esgotam a beleza do ser humano, que é também chamado à prece e ao recolhimento.
4.2 Para tanto, as igrejas diretamente dedicadas a São Jorge e aquelas que historicamente celebram sua memória poderão permanecer abertas no dia 23 de abril, propiciando aos fiéis a oração pessoal e comunitária. Para as orações comunitárias, a Arquidiocese do Rio de Janeiro preparou texto litúrgico específico e insubstituível.
4.3 Sob justificativa alguma, celebrar-se-ão missas. A única celebração será a grande Vigília Pascal, que só poderá ser celebrada a partir do por do sol, no próximo dia 23 de abril, previsto, de acordo com os órgãos oficiais, para as 17:33.
4.4 Do mesmo modo, procissões e outras manifestações públicas, tais como barracas, alvoradas, queima de fogos e similares, não poderão ocorrer no dia 23 de abril, Sábado Santo, antes da Vigília Pascal. A manutenção do ambiente de oração e recolhimento onera diretamente a consciência dos responsáveis, clérigos ou leigos.
4.5 Os atos públicos, solenes e festivos, só poderão ocorrer após a Vigília Pascal, seja na noite do dia 23, seja ao longo do dia 24, Domingo da Páscoa.
4.6 Em todas as celebrações, seja Cristo Senhor o centro. As celebrações pascais adquirem prioridade absoluta. As referências a São Jorge devem ser feitas à luz do mistério da ressurreição.
5. Todos os cristãos são, portanto, convocados a darem, com São Jorge e com todos os demais santos e santas, firme testemunho de amor a Cristo Ressuscitado, celebrando condignamente os mistérios pascais. Os santos são cristãos que, em suas épocas, viveram radicalmente a fidelidade a Jesus Cristo. Serão eles os primeiros a não aceitarem ocupar posição mais importante que as celebrações pascais.


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Rosário Meditado (S. Luís M. G. de Montfort)

 

Credo: 1º Fé na presença de Deus; 2º Fé no Evangelho; 3º Fé e obediência ao Papa como Vigário de Jesus Cristo.
Padre Nosso: Unidade de um só Deus vivo e verdadeiro.
1ª Ave Maria: Em honra do Padre Eterno, que engendra seu Filho contemplando-Se.
2ª Ave Maria: Em honra do Verbo Eterno, igual ao Pai, que com Ele produz o Espírito Santo.
3ª Ave Maria: Em honra do Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho por via de amor.

Mistérios Gozosos
1º Mistério: Encarnação
Padre Nosso: Caridade de Deus – Imensa.
Ave Maria para lamentar:
1. O desgraçado estado de Adão desobediente, sua justa condenação e a de todos os seus filhos.
Ave Maria para honrar:
2. Os desejos dos Patriarcas e dos Profetas que pediam o Messias.
3. Os desejos e as preces da Santíssima Virgem, que apressaram a vinda do Messias.
4. A caridade do Padre Eterno, que nos deu seu Divino Filho.
5. O amor do Filho, que Se entregou por nós.
6. A embaixada e a saudação do Arcanjo São Gabriel.
7. O temor virginal de Maria.
8. A fé e o consentimento da Santíssima Virgem.
9. A criação da Alma e a formação do Corpo de Jesus Cristo no seio de Maria, pelo Espírito Santo.
10. A adoração do Verbo Encarnado, pelos anjos, no seio de Maria.

2° Mistério: Visitação
Padre Nosso: Majestade de Deus – Adorável
Ave Maria para honrar:
1. O gozo do Coração de Maria e a morada, durante nove meses, do Verbo em seu seio.
2. O sacrifício que Jesus Cristo fez de Si mesmo ao Pai, ao entrar neste mundo.
3. As complacências de Jesus no seio humilde e virginal de Maria, e de Nossa Senhora, no gozo de seu Deus.
4. A dúvida de São José acerca da maternidade de Maria.
5. A eleição dos escolhidos, combinada entre Jesus e Maria, em seu seio.
6. O fervor de Maria na visita a Santa Isabel.
7. A saudação de Maria e a santificação de São João Batista e de sua mãe, Santa Isabel.
8. A gratidão da Santíssima Virgem para com Deus, no Magnificat.
9. A sua caridade e humildade em servir sua prima.
10. A mútua dependência de Jesus e de Maria, e a que devemos ter para com Ele e com Ela.

3° Mistério: Nascimento de Jesus
Padre Nosso: Riqueza de Deus – Infinita.
Ave Maria para honrar:
1. Os desprezos e as injúrias feitas a Maria e a São José, em Belém.
2. A pobreza do estábulo onde Deus veio ao mundo.
3. A alta contemplação e o excessivo amor de Maria no momento de dar à luz.
4. A saída do Verbo Eterno do seio de Maria sem romper o selo de sua virgindade.
5. As adorações e cânticos dos anjos no Nascimento de Jesus.
6. A formosura arrebatadora de sua divina infância.
7. A vinda dos pastores ao estábulo, com seus presentes.
8. A circuncisão de Jesus Cristo e suas dores amorosas.
9. A imposição do Nome de Jesus e suas grandezas.
10. A adoração dos Reis Magos e seus presentes.

4° Mistério: Purificação
Padre Nosso: Sabedoria de Deus – Eterna.
Ave Maria para honrar:
1. A obediência de Jesus e de Maria à Lei.
2. O sacrifício que ali fez Jesus de sua Humanidade.
3. O sacrifício que ali fez Maria de sua honra.
4. O gozo e os cânticos de Simeão e de Ana, a Profetisa.
5. O resgate de Jesus pela oferenda de duas rolas.
6. A matança dos Santos Inocentes.
7. A fuga de Jesus para o Egito, pela obediência de São José à voz do Anjo.
8. A estadia misteriosa no Egito.
9. A sua volta, para Nazaré.
10. Seu crescimento em idade e sabedoria.

5º Mistério: Encontro de Jesus no Templo
Padre Nosso: Santidade de Deus – Incompreensível.
Ave Maria para honrar:
1. Sua vida oculta, laboriosa e obediente na casa de Nazaré.
2. Sua pregação e encontro no Templo entre os doutores.
3. Seu jejum e tentações no deserto.
4. Seu batismo por São João Batista.
5. Sua pregação admirável.
6. Seus milagres portentosos.
7. A eleição de seus doze Apóstolos e os poderes que lhes dá.
8. Sua transfiguração maravilhosa.
9. O lava-pés dos Apóstolos.
10. A instituição da Sagrada Eucaristia.

Mistérios Luminosos
Obs: Os Mistérios Luminosos foram acrescentados no Rosário pelo Papa João Paulo II, por isso não há mistérios meditados sobre eles segundo o método de São Luís de Montfort.

No primeiro mistério luminoso contemplamos o Batismo de Jesus.
1. O Batismo de Jesus. ”Cada um desses mistérios é revelação do Reino divino já personificado no próprio Jesus. Primeiramente é mistério de luz o batismo no Jordão. Aqui, enquanto Cristo desce à água do rio, como inocente que se faz pecado por nós, o céu se abre e a voz do pai proclama-o filho dileto, ao mesmo tempo em que o espírito vem sobre ele para investi-lo na missão que o espera”. (Nº 21 da Encíclica: O Rosário da Virgem Maria – Rosarium Virginis Mariae – Papa João Paulo II).
No segundo mistério luminoso contemplamos a auto-revelação de Jesus
nas bodas de Caná.
2. A auto-revelação de Jesus nas bodas de Caná. “Mistério de luz é o início dos sinais em Caná, quando Cristo, transformando a água em vinho, abre à fé o coração dos discípulos graças à intervenção de Maria, a primeira entre os que crêem” (Encíclica: O Rosário da Virgem Maria).
No terceiro mistério luminoso contemplamos o anúncio do Reino de Deus
com o convite à conversão.
3. O anúncio do Reino de Deus com o convite à conversão. “Mistério de luz é a pregação com a qual Jesus anuncia o advento do Reino de Deus e convida à conversão, perdoando os pecados de quem se dirige a ele com humilde confiança, início do ministério de misericórdia que ele prosseguirá exercendo até o fim do mundo, especialmente através do sacramento da reconciliação confiado à sua Igreja” (O Rosário da Virgem Maria).
No quarto mistério luminoso contemplamos a Transfiguração de Jesus.
4. A transfiguração. “Mistério de luz por excelência é a transfiguração que, segundo a tradição, se deu no Monte Tabor. A glória da divindade reluz no rosto de Cristo, enquanto o Pai o credencia aos apóstolos extasiados para que o ‘escutem’ e se disponham a viver com ele o momento doloroso da paixão, a fim de chegarem com ele à glória da ressurreição e a uma vida transfigurada pelo Espírito Santo” (O Rosário da Virgem Maria).
No quinto mistério luminoso contemplamos a Instituição da Eucaristia.
5. A Instituição da Eucaristia. Mistério de luz é, enfim, a instituição da Eucaristia, na qual Cristo se faz alimento com o seu corpo e o seu sangue sob os sinais do pão e do vinho, testemunhando ‘até o extremo’ seu amor pela humanidade, cuja salvação se oferecerá em sacrifício”. (O Rosário da Virgem Maria).

Mistérios Dolorosos
1º Mistério: Agonia de Jesus no Horto
Padre Nosso: Felicidade de Deus – Essencial.
Ave Maria para honrar:
1. Os divinos retiros que fez Jesus em sua vida, principalmente no Horto.
2. Suas orações humildes e fervorosas durante sua vida e na véspera da Paixão.
3. A paciência e doçura com que suportou seus Apóstolos, particularmente no Horto.
4. O tédio de sua Alma, durante toda sua vida, principalmente no Horto.
5. Os rios de Sangue que a dor fez brotar de seu ser adorável.
6. O consolo que houve por bem aceitar, de um anjo, na Agonia.
7. Sua conformidade com a vontade do Pai, apesar das repugnâncias da natureza.
8. Sua traição por Judas e prisão pelos judeus.
9. O valor com que saiu ao encontro dos algozes, e a força da palavra com que os lançou por terra e os levantou.
10. O abandono que sofreu de seus Apóstolos.

2º Mistério: A Flagelação
Padre Nosso: Paciência de Deus – Admirável.
Ave Maria para honrar:
1. As cordas com que Jesus foi atado.
2. A bofetada que recebeu em casa de Caifás.
3. As negações de São Pedro.
4. As ignomínias que sofreu em casa de Herodes quando Lhe puseram a veste branca.
5. O despojamento de suas vestes.
6. Os desprezos e insultos que sofreu, de seus verdugos, pela sua nudez.
7. As varas espinhosas e os açoites cruéis com que foi golpeado.
8. A coluna a que foi atado.
9. O sangue que derramou e as chagas que recebeu.
10. Sua queda pela fraqueza, pelo Sangue que derramou.

3° Mistério: Coroação de Espinhos
Padre Nosso: Formosura de Deus -: Inefável.
Ave Maria para honrar:
1. O despojamento de suas vestes pela terceira vez.
2. Sua coroa de espinhos.
3. O véu com que Lhe vendaram os olhos.
4. As bofetadas e escarros com que Lhe cobriram o rosto.
5. O andrajo que Lhe puseram sobre os ombros.
6. A cana que Lhe puseram nas mãos.
7. A pedra pontiaguda sobre a qual O sentaram.
8. Os ultrajes e insultos que Lhe fizeram.
9. O Sangue e os suores que saíam de sua cabeça adorável.
10. Os cabelos e a barba que Lhe arrancaram.

4° Mistério: Jesus carrega a Cruz
Padre Nosso: Onipotência de Deus – Sem limites.
Ave Maria para honrar:
1. A apresentação de Nosso Senhor diante do povo com o “Ecce Homo”.
2. O haver sido preferido a Ele, Barrabás.
3. Os falsos testemunhos que contra Ele deram.
4. Sua condenação à morte.
5. O amor com que abraçou e beijou a Cruz.
6. O trabalho espantoso que teve em carregá-la.
7. As quedas de pura debilidade sob seu peso.
8. O Encontro doloroso com sua Santa Mãe.
9. O véu da Verônica, no qual seu rosto se estampou.
10. Suas lágrimas, as de sua Santa Mãe e das piedosas mulheres que O seguiam até o Calvário.

5° Mistério: A Crucifixão
Padre Nosso: Justiça de Deus – Espantosa.
Ave Maria para honrar:
1. As cinco chagas de Jesus e o Sangue que derramou na Cruz.
2. Seu Coração transpassado e a Cruz em que foi crucificado.
3. Os cravos e a lança que O atravessaram, a esponja, o fel e o vinagre que Lhe deram a beber.
4. A vergonha e a infâmia que sofreu, sendo crucificado nu entre dois ladrões.
5. A compaixão de sua Mãe Santíssima.
6. Suas sete últimas palavras.
7. Seu desamparo e seu silêncio.
8. A aflição de todo o universo.
9. Sua morte cruel e ignominiosa.
10. A descida da Cruz e sepultamento.

Mistérios Gloriosos
1º Mistério: A Ressurreição
Padre Nosso: Eternidade de Deus – Sem princípio.
Ave Maria para honrar:
1. A descida da Alma de Nosso Senhor aos Infernos.
2. O gozo e a saída das almas dos Santos Padres que estavam no Limbo.
3. A reunião de sua Alma e de seu Corpo no Sepulcro. .
4. Sua milagrosa saída do Sepulcro.
5. Suas vitórias sobre a morte, o pecado, o mundo e o demônio. .
6. Os quatro dons gloriosos de seu Corpo.
7. O poder que Lhe deu seu Pai no Céu e na Terra.
8. As aparições com que honrou sua Santa Mãe.
9. As conversações sobre o Céu e a Ceia que fez com os Apóstolos.
10. A autoridade e missão que lhes deu, para que fossem pregar por toda a Terra.

2° Mistério: Ascensão de Jesus
Padre Nosso: Imensidade de Deus – Sem limite.
Ave Maria para honrar:
1. A promessa que Jesus fez aos Apóstolos de lhes enviar o Espírito Santo, e a ordem que lhes deu de se prepararem para O receber.
2. A reunião no Monte das Oliveiras.
3. A bênção que lhes deu ao Se elevar da Terra aos Céus.
4. Sua gloriosa e admirável ascensão por sua própria virtude até o Céu Empíreo.
5. O recebimento e o triunfo que Lhe fez Deus, seu Pai, e toda a corte celestial.
6. O poder triunfante com que abriu as portas do Céu, onde nenhum mortal havia entrado.
7. Seu assento à direita do Pai, como seu Filho querido, igual a Ele mesmo.
8. O poder que Lhe deu de julgar os vivos e os mortos.
9. Sua última vinda sobre a Terra, na qual seu poder e majestade aparecerão em todo o seu esplendor.
10. A justiça queimará no último Juízo, recompensando os bons e castigando os maus por toda a eternidade.

3º Mistério: Descida do Espírito Santo
Padre Nosso: Providência de Deus – Universal.
Ave Maria para honrar:
1. A verdade do Espírito Santo, Deus que procede do Pai e do Filho, e que é o Coração da Divindade.
2. O dom do Espírito Santo pelo Pai e pelo Filho sobre os Apóstolos.
3. O grande estrondo com que desceu, sinal de sua força e seu poder.
4. As línguas de fogo que enviou sobre os Apóstolos, para dar-lhes a inteligência das Escrituras, o amor de Deus e do próximo.
5. A plenitude de graças com que distinguiu a Maria, sua fiel esposa.
6. Sua conduta maravilhosa, com os santos e com o próprio Jesus Cristo, a quem guiou durante toda a vida.
7. Os doze frutos do Espírito Santo.
8. Os sete dons do Espírito Santo.
9. Para pedir em particular o dom da sabedoria e a vinda de seu reino aos corações.
10. Para obter a vitória sobre os três espíritos malignos que Lhe são opostos, a saber: o espírito da carne, do mundo e do demônio.

4° Mistério: Assunção de Nossa Senhora
Padre Nosso: Liberalidade de Deus – Inenarrável.
Ave Maria para honrar:
1. A predestinação eterna de Maria, como obra-prima das mãos de Deus.
2. Sua Conceição Imaculada, a plenitude das graças e o uso da razão no seio de sua mãe.
3. Sua natividade, que regozijou todo o Universo.
4. Sua apresentação e sua vida no Templo.
5. Sua vida admirável e isenta de todo pecado.
6. A plenitude de suas virtudes singulares.
7. Sua virgindade fecunda e seu parto sem dor.
8. Sua maternidade divina e sua aliança com a Santíssima Trindade.
9. Sua morte preciosa e cheia de amor.
10. Sua Ressurreição e Assunção triunfante.

5° Mistério: Coroação de Nossa Senhora
Padre Nosso: Glória de Deus – Inacessível.
Ave Maria para honrar:
1. A tríplice coroa com que a Santíssima Trindade coroou Maria.
2. O gozo e glória nova que recebeu o Céu por seu triunfo.
3. O reconhecimento de Maria como Rainha do Céu e da Terra, dos anjos e dos homens.
4. A tesoureira e dispensadora das graças de Deus, dos méritos de Jesus Cristo e dos dons do Espírito Santo.
5. A Medianeira e Advogada dos homens.
6. A destruidora e a ruína do demônio e das heresias.
7. O refúgio seguro dos pecadores.
8. A mãe e nutriz dos cristãos.
9. A que é o gozo e doçura dos justos.
10. A que é o asilo universal dos vivos, consolo todo-poderoso dos aflitos, dos moribundos e das almas do Purgatório.


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O Rosário: como rezá-lo bem (II)

Por Pe. Francisco Faus

O sentido profundo do Rosário (segunda parte)

II. Diálogo com Nossa Senhora

Em várias das anteriores meditações, recordamos que “orar é falar com Deus”. Rezar o Rosário, então, é “falar com Deus e Maria”, ou, melhor, “orar a Deus juntamente com Maria”, nossa Mãe e Intercessora: «Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores…»

Como podemos fazer das Ave-Marias um verdadeiro diálogo filial com a Mãe?

1) Já comentávamos antes – em “Como rezar bem o Rosário (I) -, que quando nos concentramos especialmente na “contemplação” dos Mistérios, pode acontecer que as Ave-Marias saiam um pouco distraídas. Dizíamos que não importa: na realidade elas ficam sendo uma bela música de fundo em honra da Nossa Senhora. São Josemaria tinha uma comparação muito bonita para explicar isso. Evocava aquelas épocas antigas, românticas, em que os namorados ficavam fazendo serenata, com o viola ou o bandolim, em baixo da janela da namorada. Cantavam, repetiam as canções, e mesmo que por um tempo longo se distraíssem do sentido das palavras que pronunciavam, a sua serenata continuava sendo um ato de carinho sincero, que a namorada agradecia emocionada. Assim faz Maria conosco.

2) Muitas vezes, porém, depois da breve “contemplação” do Mistério, nos esforçaremos por rezar bem as Ave-Marias (e também o Pai-nosso e o Glória), prestando a maior atenção possível às palavras que recitamos, sem por isso fazer do Terço uma oração longuíssima, interminável. Há várias maneiras de consegui-lo. Vou sugerir-lhe algumas (sempre ressalvando que cada qual deve agir com toda a liberdade e fazendo o que Deus lhe inspirar):

a) Ajuda muito escolher uma ou duas palavras da oração, e rezá-las dando-lhes uma ênfase especial, até mesmo em voz mais alta, se estivermos sozinhos. Por exemplo:

? «Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é covosco». A São Josemaria, essa frase lembrava-lhe que a alma de Maria estava cheia do Espírito Santo, que “estava com Ela”.

? Ou: «Bendito o fruto do vosso ventre Jesus». João Paulo II diz que o nome de Jesus é «o baricentro da Ave-Maria», e comenta: «Ora, é precisamente pela acentuação dada ao nome de Jesus e ao seu mistério que se caracteriza a recitação expressiva e frutuosa do Rosário».

? Ou: «Santa Maria, Mãe»… Carregar a atenção e a ênfase na palavra “Mãe” pode ajudar-nos a manter a atenção e a ter o coração desperto.

? Ou: «Rogai por nós pecadores». Frisar especialmente a palavra “pecadores” ajuda-nos a ser humildes e a sentir mais a necessidade do amparo da Mãe.

b) Por outro lado, o Rosário é «arma poderosa» para pedir, para «suplicar a Cristo com Maria», que é «onipotente por graça» (João Paulo II). Vejamos possíveis maneiras de viver esse espírito de súplica, ao rezarmos o Terço:

? Oferecer o Terço inteiro por uma intenção (por exemplo, pela alma de um parente ou amigo falecido, pela próxima viagem pastoral do Papa, por um recém-nascido, para dar graças pelos benefícios recebidos, etc.);

? Oferecer cada Mistério por uma intenção: Por exemplo: «Primeiro Mistério da Luz» – pela saúde de tal filho. Segundo Mistério da Luz: «Pelo sucesso do meu irmão num concurso». Terceiro Mistério da Luz: «Pela conversão de Tal pessoa»…, e assim em cada Mistério, quer mantendo intenções fixas, habituais, quer intenções que vão variando dia a dia conforme as necessidades.

? O fato de colocar intenções ajuda a prestar mais atenção à Ave-Maria, especialmente às palavras «rogai por nós». Pode-se inclusive ir mais longe neste sentido, e até mesmo colocar intenções em cada Ave-Maria. Nada impede “ampliar” um pouco a Ave-Maria e rezar assim: «Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por… (Fulano, pela paz, por minha mãe, etc.) e por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.».

c) Embora, em geral, não seja costume entre nós, há certos países ou regiões em que – como lembram Paulo VI e João Paulo II -, é frequente acrescentarem ao nome de Jesus, em cada Ave-Maria, uma alusão ao Mistério concreto que se contempla (inclusive em voz alta, quando rezam vários). Por exemplo: «… o fruto do vosso ventre, Jesus, que deu a vida por nós na Cruz » (quinto Mistério da Dor); ou «…do vosso ventre, Jesus, que ressuscitou e vive junto de nós» (primeiro mistério da Glória), etc.

Concluindo: O Rosário é um “tesouro escondido”. Vale a pena que você o “descubra” e se entusiasme cada vez mais com ele. E, para isso, convirá que se empenhe:

1º) Em rezar o Terço, se possível, todos os dias; ou, pelo menos, comece a rezá-lo uma vez por semana, de preferência aos sábados, dia dedicado a Nossa Senhora;

2º) Em aproveitar a riqueza de delicadezas e meios práticos – os que comentamos aqui, e outros que Deus lhe inspirará -, que fazem da recitação do Terço uma oração viva, saborosa e eficacíssima, muito grata a Maria Santíssima.


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O Rosário: como rezá-lo bem (I)

Por Pe. Francisco Faus

Uma oração que Nossa Senhora ama

Você reza o Terço? Já viu imagens de Nossa Senhora, representando-a tal como apareceu em Lourdes e em Fátima? Maria está com o terço na mão. Ela acompanhou silenciosamente, passando as contas, o Terço que a menina Bernardete rezava na gruta de Lourdes. E, em Fátima, Ela também com o terço na mão, pediu aos três pastorzinhos que o rezassem todos os dias.

Tomara que algum dia você possa dizer, como o Papa João Paulo II: «O Rosário é a minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade!».

Mas, para isso, será preciso que comece a rezá-lo e, se já o reza com frequência, que aprenda a rezá-lo cada dia melhor. Vamos ver como podemos fazer isso.

Primeiro, vencer as dificuldades

1) Uma primeira dificuldade: “Não sei rezar o Terço”, “Não conheço os vinte “mistérios” (ou seja, os cinco correspondentes a cada um dos quatro “Terços” que compõem o Rosário), não os sei de cor”. Solução: comprar logo, ou pedir a alguma pessoa amiga, algum folheto ou livrinho de orações (há muitos!) que traga a explicação do Terço: como rezá-lo, quais são os mistérios, que mistérios devem rezar-se nos diferentes dias da semana… É fácil. Pessoas muitíssimo simples aprenderam tudo isso em pouco tempo. Se você “quer”- se “quer” mesmo – não lhes ficará atrás.

Um esclarecimento: a pessoa que reza o Terço sem conhecer ou lembrar os “mistérios” faz, mesmo assim, uma oração válida, ainda que, naturalmente, o Terço fica incompleto (mas é melhor rezá-lo incompleto do que não rezá-lo).

2) Segunda dificuldade: “Não tenho terço” 1 (o instrumento, o terço material, com as contas, a cruzinha, etc.; ou então o terço em forma de anel, que se usa girando no dedo). Compre-o, que é baratíssimo, e, enquanto não o tiver, conte pelos dedos. Mas tenha em conta que vale a pena usar o terço material: se o seu terço (de contas ou de anel) foi bento por um padre ou diácono, ao usá-lo para rezar você ganha indulgências (Por sinal, você sabia que pode ganhar nada menos que Indulgência Plenária – com as devidas condições -, quando reza o Terço em família, ou comunitariamente, num grupo?).

3) Terceira dificuldade: “Não tenho tempo de rezar o Terço”. Essa desculpa “não gruda”. O Terço pode ser rezado, se for preciso, andando pela rua, fazendo exercício físico de corrida, indo de ônibus, metrô ou trem, guiando carro (melhor do que se irritar com o trânsito), na sala de espera do médico ou do laboratório, em casa, etc. E pode rezá-lo sentado, andando, de joelhos e até deitado (se estiver doente, ou em repouso forçado, etc.).

Por sinal, não sei se sabe que, nas livrarias católicas, vendem CDs com o Rosário, e que também há arquivos audios para player portátil. Basta ligar o audio e ir respondendo ou acompanhando o que ouve.

3) Finalmente, a dificuldade mais comum é a aparente monotonia. “Dizemos sempre a mesma coisa”. “A repetição de tantas Ave-Marias acaba ficando mecânica, cansativa, sem sentido”. “Que adianta fazer uma oração tão repetitiva, que fica rotineira, parece oração de papagaio…”?

Os comentários que faremos a seguir espero que sejam a resposta que dissipe essa dúvidas e objeções. Deus faça que, após tê-las lido e, sobretudo, depois de tentar aplicá-las, você dê a razão às palavras de São Josemaria: «Há monotonia porque falta Amor».

O sentido profundo do Rosário

I. Oração contemplativa

João Paulo II, na sua Carta sobre «O Rosário da Virgem Maria», diz que «recitar o Rosário nada mais é do que contemplar com Maria o rosto de Cristo». Já tinha pensado nisso? Parece curioso! Entende o que quer dizer?

Veja como é fácil de entender. Todos os que rezam o Terço, depois de fazerem o sinal da Cruz e algumas breves orações iniciais (que encontra nos folhetos ou livros de orações antes mencionados), costumam iniciá-lo, dizendo, por exemplo: «Os mistérios que hoje vamos contemplar são os Mistérios da Dor», e, logo a seguir: «Primeiro mistério: A oração de Jesus no Horto de Getsêmani». (Só depois disso é que se reza o Pai-nosso, as dez Ave-Marias e o Glória ao Pai). «Que vamos contemplar», dizemos. Como fazer isso?

1) Uma maneira: Após enunciar o Mistério e antes de começar o Pai-nosso, convém que faça uma “paradinha”, nem que seja de poucos segundos, e que fique imaginando Jesus no Horto, sofrendo agoniado e dizendo ao Pai: «Não se faça a minha vontade e sim a tua». Pense então, como num flash, no exemplo de Jesus e pergunte-se: «Eu sei aceitar a Vontade de Deus?»… Esta é uma boa maneira de contemplar.

2) Outra maneira: Há pessoas que “entram” na cena como mais um personagem. No caso citado, ficam imaginando-se a si mesmas ao lado de Jesus no Horto, e ali – sem sair daquele lugar, pegados a Jesus – vão rezando as Ave-Marias, olhando para Cristo sofredor, banhado no suor de sangue. Pensam, por exemplo: «Como são pequenas as minhas penas, comparadas com as de Jesus», e pedem então a Maria que os ajude a aceitá-las com mais fé e amor. Se, naquele dia, estão abatidos por uma dor, já vão rezar esses Mistérios do Terço com o desejo de achar conforto junto de Jesus nas cenas da sua Dor.

3) São Josemaria fazia assim. Por exemplo, meditando – como explica no seu livro Santo Rosário- o terceiro Mistério de Gozo (Jesus nasce em Belém), imaginava-se pedindo a José que lhe deixasse pegar o Menino nos braços, e lhe dizia: «Rei, Amor, meu Deus, meu Único, meu Tudo!…». E, de modo semelhante, “acompanhando”, no quarto Mistério de Dor, Jesus com a Cruz às costas, dizia: «Olha com que amor se abraça à Cruz. – Aprende com Ele. – Jesus leva a Cruz por ti; tu… leva-a por Jesus».

4) Quero mencionar ainda outro meio de facilitar essa breve contemplação. Existem livrinhos, folhetos, que trazem os Mistérios, e, em cada um deles, além da reprodução de um quadro ou gravura do Mistério, colocam uma frase da Sagrada Escritura e um breve comentário espiritual. É uma leitura que se pode fazer em dez ou quinze segundos.

5) Talvez você diga: “Contemplar assim, não vai distrair a atenção das palavras da Ave-Maria?». Pode ser, mas, então, bendita distração. Nossa Senhora nada quer tanto como levar-nos até Jesus. Neste caso, as Ave-Marias ficarão sendo como uma música de fundo,que, mesmo rezadas meio-distraídos, agradarão muito à nossa Mãe. Mas também é importante aprender a rezar bem as Ave-Marias. Vou deixar a explicação disso para a segunda parte desta meditação (II. Diálogo com Nossa Senhora).

1 Nestas meditações, usaremos Terço (com maiúscula) para referir-nos à oração, à devoção do Rosário; e terço (com minúscula, para referir-nos ao tercinho material que se utiliza para contar as Ave-Marias, etc.


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