Sunday, 20 of May of 2012

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É preciso que sejas homem de vida interior

 

É preciso que sejas “homem de Deus”, homem de vida interior, homem de oração e de sacrifício. – O teu apostolado deve ser uma superabundância da tua vida “para dentro”. (Caminho, 961)

Vida interior. Santidade nas tarefas habituais, santidade nas pequenas coisas, santidade no trabalho profissional, nas ocupações de cada dia…; santidade para santificar os outros. Sonhava certa vez um conhecido meu – nunca acabo de conhecê-lo bem! – que voava num avião a muita altura, mas não dentro… na cabine; ia montado sobre as asas. Pobre infeliz! Como sofria e se angustiava! Parecia que Nosso Senhor lhe dava a entender que assim andam pelas alturas de Deus – inseguras, angustiadas – as almas apostólicas que não têm vida interior ou a descuram; com o perigo constante de cair, sofrendo, incertas.

E penso, efetivamente, que correm um sério perigo de desencaminhar-se aqueles que se lançam à ação – ao ativismo! – e prescindem da oração, do sacrifício e dos meios indispensáveis para conseguir uma sólida piedade: a freqüência de Sacramentos, a meditação, o exame de consciência, a leitura espiritual, o trato assíduo com a Virgem Santíssima e com os Anjos da Guarda… Tudo isso contribui, além disso, com uma eficácia insubstituível, para que seja tão amável a jornada do cristão, porque da sua riqueza interior fluem a doçura e a felicidade de Deus, como do favo escorre o mel.

Na intimidade pessoal, na conduta externa; na vida de relação, no trabalho, cada um há de procurar manter-se em contínua presença de Deus, com uma conversação – um diálogo – que não se manifesta por fora; ou melhor, não se expressa geralmente com ruido de palavras, mas terá que notar-se pelo empenho e pela amistosa diligência com que procuraremos acabar bem as tarefas, tanto as importantes como as mais comuns. (Amigos de Deus, 18-19)

Fonte: Opus Dei


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As três Ave-Marias

Uma simples porém poderosa devoção.

Como Santa Matilde suplicasse à Santíssima Virgem que a assistisse na hora da morte, ouviu que a benignissima Senhora lhe disse: "Sim o farei; mas quero que por sua parte me rezes diariamente três Ave-Marias.

A primeira, pedindo que assim como Deus Pai me elevou a um trono de glória sem igual, fazendo-me a mais poderosa no céu e na terra, assim também eu te assista na terra para fortificar-te e afastar de ti toda potestade inimiga.

A segunda Ave-Maria me pedirás que assim como o Filho de Deus me concedeu a sabedoria, em tal extremo que tenho mais conhecimento da Santíssima Trindade que todos os Santos, assim eu te assista na passagem da morte para encher tua alma das luzes da fé e da verdadeira sabedoria, para que não a obscureçam as trevas do erro e ignorância.

A terceira, pedirás que assim como o Espírito Santo me concedeu as doçuras de seu amor, e me tem feito tão amável que depois de Deus sou a mais doce e misericordiosa, assim eu te assista na morte enchendo tua alma de tal suavidade de amor divino, que toda pena e amargura da morte se troque para ti em delicias."

A prática desta devoção consiste em rezar todos os dias três Ave-Marias agradecendo à Santíssima Trindade os dons de Poder, Sabedoria e Amor que outorgou à Virgem Imaculada, e pedindo a Maria que use deles em nosso auxílio.

Modo de praticar esta devoção: Todos os dias, rezar o seguinte:

Maria, Mãe minha; livrai-me de cair em pecado mortal!

1- Pelo o Poder que te concedeu o Pai Eterno.

Rezar uma Ave-Maria.

2- Pela Sabedoria que te concedeu o Filho.

Rezar uma Ave-Maria.

3- Pelo Amor que te concedeu o Espírito Santo

Rezar uma Ave-Maria.

Fonte: Orações Católicas


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O que torna uma ação boa ou má?

Por Kenneth Baker

O homem alcança o seu destino imortal e a salvação eterna fazendo o bem e evitando o mal.

Jesus disse: Se me amais, guardareis os meus mandamentos (Jo 14, 15). É fácil estabelecer o princípio geral de que é preciso fazer o bem e evitar o mal; mas não é fácil saber – em cada circunstância, aqui, agora – o que é bom e o que é mau.

Há princípios básicos de moral cristã com os quais todos os católicos devem estar familiarizados. Dentre eles, um dos primeiríssimos é este: para que qualquer ação possa ser qualificada moralmente, tem de ser consciente, humana. Um ato humano procede do conhecimento e do livre arbítrio; se faltarem a liberdade ou o conhecimento devidos, o ato não é completamente humano e, portanto, não é completamente moral. Assim, a digestão, o crescimento, o movimento do sangue nas veias, etc., uma vez que não estão sob o controle da nossa vontade, não podem de forma alguma ser chamados de atos morais. São atos da pessoa humana, mas não podem ser considerados “atos humanos”.

Um ato inteiramente humano, ou seja, um ato que procede do conhecimento e do livre arbítrio, pode ser moralmente bom ou moralmente mau. Como podemos fazer a distinção? Baseados em uma experiência de séculos, os teólogos chegaram à conclusão de que há três determinantes para a qualidade moral das nossas ações: o objeto, o fim ou a intenção, e as circunstâncias.

O objeto é aquilo em a ação consiste essencialmente, por exemplo: mentir, rezar o terço, roubar, ajudar um cego a atravessar a rua. Para que um ato seja moralmente bom, o seu objeto – aquilo que ele é –, deve estar conforme com a lei de Deus.

O segundo determinante da qualidade moral de qualquer ato humano é a intenção, fim ou propósito. Todo o ato humano, não importando quão trivial seja, é feito com algum propósito. O motorista domingueiro que atrapalha o trânsito e parece estar dirigindo sem qualquer destino tem um propósito: ele pode não querer chegar a lugar nenhum, mas busca a alegria de contemplar a paisagem do volante do seu carro. Para que um ato humano seja bom, o agente, aquele que o pratica, tem de ter boa intenção – tem de querer fazer algo que seja bom. Algumas ações, como blasfemar e roubar, são sempre erradas e nenhuma finalidade ulterior, não importando quão nobre seja, pode torná-las boas. Outras ações podem ser boas ou más dependendo de para que as praticamos. Beber não é pecado; já beber para ficar bêbado é. A moralidade de muitas coisas que fazemos é determinada pela intenção: andar, conversar, ler, etc. Muitas atividades consideradas moralmente indiferentes em si recebem a sua qualidade moral da intenção que está por trás delas.

Para que as nossas ações sejam boas, as nossas intenções devem ser boas. É bom ajudar os pobres, mas se eu os ajudo por vaidade ou despeito, então não pratico uma boa ação, mesmo que, em última análise, os pobres sejam beneficiados. Por outro lado, não podemos cair no erro contemporâneo segundo o qual toda a moralidade de uma ação é determinada pela intenção. A mais nobre das intenções não pode tornar bom um ato intrinsecamente mau. Assim, as explosões e as mortes causadas por terroristas com o objetivo de mudar alguma forma de governo são assassinatos, independentemente da intenção com que se praticam. Roubar dos ricos para ajudar os pobres, como um Robin Hood, continua a ser roubo. A ideia de que “os fins justificam os meios” é muito comum hoje em dia. Pessoas mal informadas que se preocupam com a superpopulação do planeta ou com a educação apropriada das crianças consideram bom o recurso ao aborto para diminuir o número de nascimentos e evitar crianças não desejadas; mas uma boa intenção, não importa qual, não transforma algo essencialmente mau como o aborto em algo moralmente bom.

As circunstâncias do ato, por fim, são o terceiro determinante da moralidade de qualquer ação. Circunstâncias são, por exemplo, as pessoas envolvidas, a hora, o local, a ocasião. Embora distintas do objeto, as circunstâncias podem modificar e mesmo alterar completamente a moralidade de um ato. As circunstâncias podem, por exemplo:

– tornar má uma ação que, de outra forma, seria boa, como no caso de um soldado que deliberadamente durma durante o serviço;
– aumentar ou diminuir a culpa de quem pratica a ação. Como quando uma menininha mente para a sua mãe (culpa aumenta), ou alguém conta uma mentira inventada na hora para se livrar de uma situação embaraçosa (culpa diminui).

Uma vez que todas as ações ocorrem em um momento e um lugar determinados, as circunstâncias devem ser sempre levadas em conta na hora avaliar a qualidade moral de qualquer ato humano.

Não devemos ficar alarmados com o crescente uso do princípio de que “os fins justificam os meios”. Um católico bem formado sabe que a moralidade de cada ato humano é determinada pelos três elementos vistos acima – o objeto, a intenção e as circunstâncias. Basta que apenas um deles seja mau para que possamos considerar uma ação má e saibamos que devemos evitá-la.

Kenneth Baker
Sacerdote jesuíta e escritor. Colabora com diversos periódicos de língua inglesa e é autor de livros sobre a doutrina católica.

Fonte: Quadrante


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Por que Deus não fala comigo ?

 

No livro do Êxodo, ficamos conhecendo a história de Moisés, que, tendo matado um Egípcio, esconde-se de faraó em Madiã. Neste povoado, conhece sua esposa, filha de Jetro, sacerdote daquele lugar. Na leitura de hoje (18/07/07 – Ex 3, 1-6.9-12), Moisés estava cuidando do rebanho do seu sogro, quando, entrando pelo deserto, chegou ao monte Horeb, chamado monte do Senhor. Moisés viu então uma sarça – planta espinhosa da família das acácias – que queimava e não se consumia. Para ver melhor, aproximou-se. Foi então que Deus falou com ele.

Vendo o Senhor que ele se aproximou para ver, chamou-o do meio da sarça: “Moisés, Moisés!” “Eis-me aqui!” respondeu ele. E Deus: “Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa. Eu sou, ajuntou ele, o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó”. Moisés escondeu o rosto, e não ousava olhar para Deus.

Foi nessa mesma ocasião que Deus transmitiu a Moisés a missão de libertar o povo hebreu do Egito. Deus falou a Moisés por meio de uma sarça, e poderia ter escolhido qualquer outro meio. Ele nos fala por pessoas, por acontecimentos, por muitas maneiras… por que não ouvimos? Por que temos a sensação de que Deus está em silêncio e não nos fala ? Na passagem acima, Deus diz a Moisés para tirar as sandálias dos pés. As sandálias então eram feitas de couro animal. Eram uma proteção para os pés. Vejamos que para ouvir o que Deus tinha a dizer, Moisés teve que tirar tudo o que portava que era animal, tirar a proteção, a couraça, a armadura. Precisamos, para ter a experiência de ouvir Deus, retirar de nós tudo o que é instinto animal; a gula, a busca por prazeres sensoriais, o egoísmo, etc. Precisamos estar entregues, sem máscara, sem armadura, precisamos "baixar a guarda". Assim, poderemos entrar em terra santa, para ouvir o que Deus tem a nos dizer.

Para escutar o Pai, precisamos principalmente escutar o Filho (Mt 11, 25-27). Somente somos capazes de escutar e compreender o Pai, se buscamos escutar o Filho, procurando viver seus ensinamentos. Dessa forma, encontraremos força para levarmos à frente nossa missão, seja ela qual for. Moisés tinha como missão libertar seu povo, qual será a nossa ? Libertar nossa família, nossos amigos, nossos colegas de trabalho ? Trazê-los para junto de Deus ? Somente saberemos qual é nossa missão quando, descalços e limpos de tudo o que impede que escutemos Deus, respondermos como Moisés: "Eis-me aqui !"

Notas tomadas durante a homilia de 18/07/2007 – Missa das 19:30 – Paróquia Nª Sª da Conceição de Realengo – Pe. Bruno Lins.


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