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    Alegria, Alegria !

    October 31st, 2008

    A ALEGRIA E A PAZ que bebemos nessa fonte inesgotável que é Cristo, temos de levá-las aos que Deus colocou mais perto de nós, isto é, aos nossos lares, que nunca devem ser tristes nem tenebrosos, nem tensos pelas incompreensões e egoísmos, mas “luminosos e alegres”, como foi aquele em que Jesus viveu com Maria e José.

    Quando se diz em linguagem figurada que esta ou aquela casa “parece um inferno”, vem-nos logo à mente um lar sem amor, sem alegria, sem Cristo. Um lar cristão deve ser alegre, porque nele está o Senhor que o preside, e porque ser discípulo seu significa, entre outras coisas, viver essas virtudes humanas e sobrenaturais a que está tão intimamente unida a alegria: generosidade, cordialidade, espírito de sacrifício, simpatia, empenho por tornar mais amável a vida de todos…

    Temos também de levar esta alegria serena, resultado de um trato diário com o Senhor, ao nosso lugar de trabalho, às relações com os clientes, aos que nos perguntam na rua que horas são ou que condução devem tomar para ir a tal bairro… São muitos os que se encontram tristes e inquietos e que precisam, antes de mais nada, de ver a alegria que o Senhor nos deixou para se porem também eles a caminho. Quantas pessoas não descobriram o caminho que conduz a Deus através da alegria cristã feita vida num companheiro de trabalho, num amigo…!

    Esta felicidade cristã é também o estado de ânimo necessário para cumprirmos as nossas obrigações. E quanto mais elevadas forem, tanto mais deverá elevar-se a nossa alegria16; quanto maiores forem as nossas responsabilidades (pais, sacerdotes, superiores, professores…), tanto maior será também a obrigação de termos essa alegria para comunicá-la. O rosto do Senhor devia resplandecer sempre de alegria, e a sua paz manifestou-se mesmo na sua Paixão e Morte. Também nesses momentos quis dar-nos exemplo, para que o imitássemos se alguma vez o caminho da nossa vida se torna íngreme.

    O recurso à nossa Mãe Santa Maria – Causa nostrae laetitiae, Causa da nossa alegria – permitir-nos-á encontrar facilmente o caminho da paz e da felicidade verdadeiras, se alguma vez o perdemos. Compreenderemos imediatamente que esse caminho que conduz à alegria é o mesmo que leva a Deus.

    Fonte: Falar com Deus.


    Estar preparados

    October 29th, 2008


    “Estar preparados”, não deve ser uma atitude passiva e de expectativa, pois esperar a vinda do Senhor implica estar de pé e caminhando, pondo a própria pessoa e o trabalho à disposição do Reino de Deus, convertendo-nos em apóstolos “24 horas”.

    Ainda que seja necessário, e obrigatório por consciência, o trabalho especial de servir a Deus, é fundamental fazer de todo e cada um dos momentos que se vivem em nosso estado e condição de vida um testemunho de qualidade, de esforço na virtude, de alegria e de amor ao Senhor.

    Nosso Senhor Jesus Cristo vem logo, não sabemos quando nem como, mas cremos pela fé que assim será e, portanto, devemos estar vigilantes para que não nos encontre dormindo, cheios talvez de riquezas e tesouros terrenos, mas sem os frutos do Espírito, sem uma vida de comunhão com Ele e de constância na oração, sem um testemunho de santidade. Busquemos, hoje, estar no caminho de Deus.

    Quero que me encontre desperto, Senhor, e para isso sei que me pedes formação constante na fé, cultivando minha inteligência, exercitando a vontade até o mínimo detalhe e projetando meu amor a ti, levando a cabo relações humanas boas e sãs e, sobretudo, permanecendo apegado a Teu coração.
    Reflexão Apostólica

    Ninguém que se orgulhe por ser servo de Deus deve ser surpreendido pela Parusia. Ninguém que se orgulhe de ser apóstolo pode instalar-se na preguiça, na acídia. Ninguém que se orgulhe de ser apóstolo deixa de praticar diariamente a oração a Deus.

    Propósito

    Hoje pedirei em minha oração a graça da vigilância perseverante e ativa.
    Fonte: Meditações do Regnum Christi.



    “Um tempo de meditação diária”

    October 27th, 2008
    Se és tenaz em assistir diariamente a umas aulas, só porque ali adquires uns conhecimentos… muito limitados, como é que tens constância para freqüentar o Mestre, sempre desejoso de ensinar-te a ciência da vida interior, de sabor e conteúdo eternos? (Sulco, 663)

    Que vale o maior homem, ou o maior galardão da terra, comparados com Jesus Cristo, que está sempre à tua espera? (Sulco, 664)

    Um tempo de meditação diária – união de amizade com Deus – é coisa própria de pessoas que sabem aproveitar retamente a sua vida; de cristãos conscientes, que agem com coerência. (Sulco, 665)

    Os namorados não sabem dizer adeus um ao outro: acompanham-se sempre. Tu e eu, amamos assim o Senhor? (Sulco, 666)

    Não observas como muitos dos teus companheiros sabem demonstrar grande delicadeza e sensibilidade, no seu trato com as pessoas que amam: a namorada, a mulher, os filhos, a família…?

    - Tens que dizer-lhes – e exigir isso de ti mesmo! – que o Senhor não merece menos: que O tratem assim! E aconselha-os, além disso, a continuarem com essa delicadeza e essa sensibilidade, mas vividas com Ele e por Ele, e alcançarão uma felicidade nunca dantes sonhada, também aqui na terra. (Sulco, 676) [Topo]

    http://www.opusdei.org.br/art.php?p=19116


    “Senhor, não sei fazer oração!”

    October 25th, 2008

    Escreveste-me: “Orar é falar com Deus. Mas de quê?” – De quê? DEle e de ti: alegrias, tristezas, êxitos e fracassos, ambições nobres, preocupações diárias…, fraquezas!; e ações de graças e pedidos; e Amor e desagravo. Em duas palavras: conhecê-Lo e conhecer-te – ganhar intimidade! (Caminho, 91)

    Como orar? Atrevo-me a garantir, sem receio de me enganar, que há muitas maneiras de orar: infinitas, poderia dizer. Mas eu quereria para todos nós a autêntica oração dos filhos de Deus, não o palavreado dos hipócritas, que ouvirão Jesus dizer-lhes: Nem todo aquele que diz: Senhor!, Senhor!, entrará no reino dos céus. Os hipócritas podem conseguir talvez o ruído da oração – escrevia Santo Agostinho -, mas não a sua voz, porque aí falta vida e está ausente o afã de cumprir a Vontade do Pai. Que o nosso clamar – “Senhor!” – se una ao desejo eficaz de converter em realidade as moções interiores que o Espírito Santo nos desperta na alma.

    Nunca me cansei, e, com a graça de Deus, nunca me cansarei de falar de oração. Por volta de 1930, quando se aproximavam deste sacerdote, então jovem, pessoas de todas as condições – universitários, operários, sãos e enfermos, ricos e pobres, sacerdotes e leigos -, que procuravam acompanhar o Senhor mais de perto, sempre lhes dava este conselho: Rezem! E se algum deles me respondia: Nem sequer sei como começar, recomendava-lhe que se colocasse na presença do Senhor e lhe manifestasse a sua inquietação, a sua aflição, com essa mesma queixa: Senhor, não sei! E, quantas vezes!, naquelas humildes confidências se concretizava a intimidade com Cristo, uma relação assídua com Ele. (Amigos de Deus, 244) [Topo]

    http://www.opusdei.org.br/art.php?p=19140


    Adoração Eucarística: Quinze Minutos com Jesus.

    October 22nd, 2008

    Muitas vezes nos colocamos diante de Jesus presente na Eucaristia e, envolvidos com nossos problemas e tribulações, não aproveitamos esses momentos preciosos diante de Deus Vivo.

    Santo António Maria Claret (1807 – 1870), fundador dos Claretianos, inspiradamente desenvolveu textos que nos levam a uma profunda intimidade com Deus na oração, usando a técnica do diálogo com Jesus, para que assim possamos ouvir sua voz em nossos corações.

    Graças e Louvores se dêem a todo momento !

    Graças e Louvores se dêem a todo momento !

    O roteiro que abaixo publicamos foi selecionado pela Equipe Pastoral da Arquidiocese de Viena, no ano de 1988.

    Siga este roteiro em sua oração diante do Santíssimo Sacramento, sem pressa, por um período mínimo de quinze minutos, se possível, diariamente.

    Inicie sempre a sua Adoração procurando ouvir a Voz de Jesus dizendo-lhe:

    “Não é preciso, meu filho(a), saber muito me agradar; basta amar-me fervorosamente. Fala-me, pois, de uma maneira simples, assim como falarias com o mais íntimo dos amigos…”.

    Menciona-me o seu nome e diz-me o que desejas que eu lhe faça. Pede muito. Não receies pedir.

    Conversa comigo, simples e francamente, sobre os pobres que gostarias de consolar, sobre os doentes que vês sofrer, sobre os desencaminhados que tanto desejas ver no caminho certo. Diz-me a favor deles ao menos uma palavra.

    Diz-me abertamente que te reconheces orgulhoso, egoísta, inconstante, negligente…

    E pede-me, então, que Eu venha em teu auxílio nos poucos ou muitos esforços que fazes para te livrares dessas faltas. Não te envergonhes! Há muitos justos, muitos santos no céu, que tinham exatamente os mesmos defeitos. Mas pediram com humildade, e… pouco a pouco se viram livres deles.

    Tão pouco deixes de me pedir saúde, bem como bons resultados nos teus trabalhos, nos teus negócios ou estudos. Posso dar-te e realmente te darei tudo isso, contanto que não se oponha à tua santificação, mas antes a favoreça. Mas quero que o peças. O que necessitas precisamente hoje? Que posso fazer por ti? Ah, se soubesses quanto Eu desejo ajudar-te!

    Conta-me. O que é que te ocupa? Que pensas? Que desejas? Que posso Eu fazer por teu irmão, por tua irmã, pêlos teus amigos, pela tua família, pêlos teus superiores? Que gostaria tu de lhes fazer? E no que se refere a mim, não sentes o desejo de me ver glorificado?

    E não queres fazer um favor aos amigos que amas, mas que talvez vivam sem jamais pensar em mim?

    Dize-me, em que se detém hoje, de maneira especial, a tua atenção?

    Que desejas mais vivamente? Quais os meios que tens para alcançar? Conta-me se não consegues fazer o que desejas e Eu te indicarei as causas do insucesso.

    Não gostarias de conquistar os meus favores?

    Conta-me com todos os pormenores o que te entristece. Quem te feriu? Quem ofendeu o teu amor próprio? Quem te desprezou? Conta-me tudo. Então, em breve, chegarás ao ponto de me dizer que imitando-me, queres perdoar tudo e de tudo te esqueceres. Como recompensa hás de receber a minha bênção consoladora. Acaso tens medo?

    Sentes na tua alma melancolia e incerteza que, embora não justificadas, não deixam de ser dolorosas? Lança-te nos braços da minha amorosa Providência. Estou contigo, a teu lado. Vejo tudo, ouço tudo e, em momento algum te desamparo.

    Sentes frieza da parte de pessoas que antes te queriam bem e que agora, esquecidas, se afastam de ti apesar de não encontrares em ti motivo algum para isso? Roga por elas, pois se não forem obstáculo à sua santificação, Eu as trarei de volta a teu lado.

    Por que não me deixas tomar parte na tua vida com a força de um bom amigo? Conta-me o que desde ontem, desde a tua última visita, consolou e agradou teu coração. Talvez fossem surpresas agradáveis; talvez se tenham dissipado teus negros receios; talvez tenhas recebido boas noticias, uma carta, uma demonstração de carinho; talvez tenhas conseguido vencer alguma dificuldade ou sair de algum apuro. Tudo é obra minha. Dize-me simplesmente, como um filho ao seu pai: “Obrigado, meu Pai, obrigado!”

    Bem sabes que eu leio que está no fundo do teu coração. É fácil enganar os homens, mas a Deus não podes enganar. Fala-me, pois, com toda a sinceridade.

    Fizeste o propósito firme de, no futuro, não mais te expores àquela ocasião de pecado, de te privares do objeto que te seduz, de não mais leres o livro que exalta a tua imaginação, de não procurares a companhia das pessoas que perturbam a paz da tua alma?

    Serás novamente amável e condescendente para agradar àquela outra, a quem, por ter te ofendido, consideraste até hoje como inimiga?

    Ora, meu filho, volta agora às tuas ocupações habituais: ao teu trabalho, à tua família, aos teus estudos; mas não esqueça os quinze minutos desta agradável conversa que tiveste aqui, a sós comigo, no silêncio do santuário.

    Pratica tanto quanto possível o silêncio, a modéstia, o recolhimento, a serenidade e a caridade para com o próximo. Ama e honra minha Mãe que é também tua.

    E volta amanhã, com o coração mais amoroso, mais entregue a mim.

    No meu coração hás de encontrar, em cada dia, um amor totalmente novo, novos benefícios e novas consolações. Vem que Eu aqui te espero”.

    (Baseado em textos de Santo António Maria Claret)