Sunday, 20 of May of 2012

Archives from month » September, 2008

Ser cada um, outro Cristo…

Custou-te muito ir afastando e esquecendo as tuas preocupaçõezinhas, os teus sonhos pessoais: pobres e poucos, mas enraizados. Em troca, agora estás bem certo de que o teu sonho e a tua ocupação são os teus irmãos, e somente eles, porque no teu próximo aprendeste a descobrir Jesus Cristo. (Sulco, 765)

Se não queremos malbaratar o tempo inutilmente – mesmo com as falsas desculpas das dificuldades exteriores do ambiente, que nunca faltaram desde os inícios do cristianismo, devemos ter muito presente que Jesus Cristo vinculou ordinariamente à vida interior a eficácia da ação com que procuramos arrastar os que nos rodeiam.

Para influirmos mediante a atividade apostólica, Cristo estabeleceu como condição a santidade; corrijo-me, o esforço da nossa fidelidade, porque santos na terra não o seremos nunca. Parece incrível, mas Deus e os homens precisam da nossa fidelidade sem paliativos, sem eufemismos, que chegue até as últimas conseqüências, sem medianias nem barganhas, em plenitude de vocação cristã assumida e praticada com esmero.

Talvez algum de vós pense que me estou referindo exclusivamente a um setor de pessoas seletas. Não vos enganeis tão facilmente, arrastados pela covardia ou pelo comodismo. Senti, pelo contrário, a urgência divina de ser cada um outro Cristo, ipse Christus, o próprio Cristo; em poucas palavras, a urgência de que a nossa conduta transcorra em coerência com as normas da fé, pois a santidade que devemos pretender não é uma santidade de segunda categoria, que não existe. (Amigos de Deus, 5 e 6)

 

Fonte: www.opusdei.org.br


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Misericórdia e Reconciliação

JESUS, AO VER a mulher, movido de compaixão para com ela, disse?lhe: Não chores. E aproximou?se e tocou no esquife. E os que o levavam pararam. Então disse ele: Jovem, eu te digo, levanta?te. E sentou?se o que tinha estado morto e começou a falar. E Jesus entregou?o à sua mãe.

Muitos Padres viram nesta mãe que recupera o filho morto uma imagem da Igreja, que também recebe os seus filhos mortos pelo pecado, prolongando assim a ação misericordiosa de Cristo. A Igreja, que é Mãe, com a sua dor “intercede por cada um dos seus filhos como fez a mãe viúva pelo seu filho único”. Ela “alegra?se diariamente – comenta Santo Agostinho – com os homens que ressuscitam nas suas almas. Aquele, morto corporalmente; estes, espiritualmente”. Se o Senhor se compadece de uma multidão faminta, como não há de compadecer?se de quem sofre uma doença da alma ou já traz em si a morte para a vida eterna?

A Igreja é misericordiosa “quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador, das quais é depositária e dispensadora”, especialmente da Eucaristia e do Sacramento da Penitência ou Reconciliação. “A Eucaristia aproxima?nos sempre daquele amor que é mais forte do que a morte”, diz João Paulo II. E o sacramento da Penitência, continua o Papa, “aplaina o caminho a cada homem, mesmo quando está sobrecarregado com graves culpas. Neste sacramento, todos os homens podem experimentar de modo singular a misericórdia, isto é, aquele amor que é mais forte do que o pecado”. É Jesus que passa novamente pelas nossas ruas e cidades e se apieda dos males de que padece esta humanidade enferma; que se apieda sobretudo dos homens vergados sob o peso do único mal absoluto que existe, o pecado.

A Sagrada Eucaristia é fonte de fortaleza, como o é o alimento em relação ao corpo. Conta?se que, nos tempos antigos, um rei enviou de presente a um vizir árabe a espada que lhe tinha servido para vencer inúmeras batalhas. O agraciado quis experimentá?la no primeiro combate em que entrou, mas, com grande surpresa sua, saiu derrotado. Mandou então dizer ao rei que estava decepcionado. Ao que o rei respondeu: “Eu te mandei a minha espada, mas não o meu braço”. A Sagrada Comunhão é o braço de Deus, é todo o seu poder, que atua dentro de nós e dá vigor à nossa capacidade de luta, multiplicando?a.

Este é o pão que desceu do céu; não é como o pão que os vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente, disse o Senhor em Cafarnaum. A Eucaristia, quando a recebemos nas devidas disposições de alma e corpo, reforça em nós os mecanismos de defesa, ajudando?nos a resistir às tentações e preservando?nos sobretudo de cair num estado anêmico de tibieza que é fonte de mediocridade espiritual e, mais cedo ou mais tarde, de quedas que podem ser sérias. Perguntemo-nos se sabemos corresponder a essa prova da misericórdia de Deus procurando comungar assiduamente, com fé na graça do Sacramento. “Quantos anos comungando diariamente! – Qualquer outro seria santo – disseste?me –, e eu, sempre na mesma!

“– Meu filho – te respondi –, continua com a Comunhão diária e pensa: Que seria de mim se não tivesse comungado?”

Fonte: Falar com Deus.


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Encontrarei minha Alegria no Deus da minha Salvação.

Habacuc   3, 17 – 19

   

Mesmo que a figueira não floresça e não haja uva nas videiras; mesmo que a oliveira seque e os campos não produzam cereais; Mesmo que as ovelhas morram e os currais estejam vazios; eu estarei sempre alegre e feliz, porque o Senhor Deus é meu salvador.

O Senhor me dá força. Ele fará meus pés ágeis e firmes como os dos cervos e me preservará a salvo nas montanhas.

 


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A Atitude de um Verdadeiro Discípulo

Meditação

A soberba e a hipocrisia são as atitudes daqueles que, convencidos de que estão muito acima dos demais, somente vêem defeitos nos que os rodeiam.

   Quando alguém se apega a critérios que foi formando ao longo da vida, sem referência alguma ao amor e à misericórdia que vemos no Senhor, e que por todos os meios Ele nos transmite no Evangelho, vai dando lugar a uma soberba que provoca cegueira espiritual. Vendo apenas o seu ponto de vista, pretende que os demais o sigam e se encaminha a um beco sem saída, que se fecha à Verdade.

   Quando vemos Jesus Cristo como mestre e nos abrimos a nos formar em todos os campos, o humano, o religioso, o intelectual e o apostólico, estaremos sempre fazendo o esforço de nos superar, capacitando-nos para poder ver em Jesus Cristo o nosso guia e o nosso ideal.

 

Reflexão Apostólica

A ti, a mim e a todos os que queiram ser apóstolos de Cristo nos é pedido levar muito a sério a necessidade de estar sempre nos formando. Jesus nos adverte claramente do fracasso ao qual se encaminha quem pretende ensinar sem estar formado.

 

Propósito

Fazer um programa que dê sentido à vida.

 

“O objetivo da verdadeira cultura é fazer do homem uma pessoa, um espírito plenamente desenvolvido, capaz de chegar à perfeita realização de todas as suas capacidades”.

João Paulo II, em Totus Tuus núm. 785.

 

Fonte: Meditações do Regnum Christi.


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Filiação Divina

ENSINAR?ME?EIS O CAMINHO DA VIDA, saciar?me?eis de felicidade na vossa presença, de perpétua alegria à vossa direita, proclama o Salmista.

Não existe alegria mais profunda – mesmo no meio da necessidade e do vazio, quando o Senhor o permite –, que a do filho de Deus que se abandona nas mãos de seu Pai; porque nenhum bem pode ser comparado à infinita riqueza de nos sabermos familiares de Deus, filhos de Deus.

Esta alegria sobrenatural relacionada com a Cruz é o “gigantesco segredo do cristão”. Quem se sente filho de Deus não perde a paz, nem sequer nos momentos mais duros. A consciência da sua filiação divina liberta?o de tensões interiores e quando, pela sua fraqueza, se desencaminha, se realmente se sente filho, volta arrependido e confiante à casa do Pai.

“A filiação divina é também fundamento da fraternidade cristã, que está muito por cima do vínculo de solidariedade que une os homens entre si”. Os cristãos sentem?se verdadeiramente irmãos, porque são filhos do único Pai, que quis estabelecer conosco o vínculo sobrenatural da caridade. No Evangelho da Missa, o Senhor pede?nos um olhar puro para vermos os nossos irmãos. Por que vês a palha no olho do teu irmão, e não notas a trave no teu? [...]. Tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás de tirar a palha do olho do teu irmão.

O Mestre convida?nos a olhar os outros sem esses preconceitos que forjamos com as nossas próprias faltas e, em última análise, com a nossa soberba, que nos faz tender a aumentar as fraquezas alheias e a diminuir as próprias. Exorta?nos “a olhar os outros de uma forma mais profunda, com um olhar novo [...]; é preciso que tiremos a trave do nosso próprio olho. Ocupamo?nos muitas vezes na tarefa superficial de querer tirar a qualquer custo a palha do olho de toda a gente. E o que temos de fazer é renovar a forma de contemplar os outros”.

“Devemos pensar nos outros – em primeiro lugar, nos que estão ao nosso lado – como verdadeiros filhos de Deus que são, com toda a dignidade desse título maravilhoso.

“Com os filhos de Deus temos que nos comportar como filhos de Deus: o nosso amor tem de ser sacrificado, diário, feito de mil detalhes de compreensão, de sacrifício silencioso, de dedicação que não se nota. Este é o bonus odor Christi, que fazia dizer aos que viviam entre os nossos primeiros irmãos na fé: «Vede como se amam!»”

Comportarmo?nos como filhos de Deus com os filhos de Deus, ver as pessoas como Cristo as via, com amor e compreensão; tanto os que estão perto de nós como os que parece que se afastam, pois a fraternidade estende?se a todos os homens, porque todos são filhos de Deus – criaturas dEle – e todos foram chamados também à intimidade da casa do Pai.

Seguindo este caminho amplo da filiação divina, passaremos pela vida com serenidade e paz, fazendo o bem19, como Jesus Cristo, o Modelo que devemos olhar continuamente, de quem devemos aprender a ser filhos de Deus Pai. Se recorrermos a Santa Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, Ela nos ensinará a abandonar?nos no Senhor, como filhos pequenos que não se podem valer a si próprios.

Fonte: Falar com Deus.


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