• Home
  • A Blogueira por Ela Mesma…
  • Como rezar o Rosário
  • Evangelho do Dia Comentado
  •  

    Luz do Mundo… Também no Trabalho !

    September 29th, 2008

    ¨O TRABALHO, o prestígio profissional, é o candeeiro sobre o qual deve brilhar a luz de Cristo. Que apostolado poderia realizar uma mãe de família que não cuidasse com esmero do seu lar? Como poderia falar de Deus aos seus amigos um estudante que não estudasse? Ou um empresário que não vivesse os princípios da justiça social com os seus empregados…?

    O Senhor quer que o farmacêutico avie uma receita com competência, que o profissional liberal seja honesto e leal nos serviços que presta, que o funcionário público seja justo, atencioso e insubornável, que o taxista conheça bem as ruas da grande cidade, que o motorista de um meio público de transporte não maltrate os passageiros pela maneira precipitada e aos solavancos com que conduz… E os exemplos poderiam multiplicar?se até o infinito.

    Toda a vida do Senhor dá?nos a entender que, sem a honestidade, a diligência e a perfeição na execução próprias de um bom trabalhador, a vida cristã fica reduzida, quando muito, a um feixe de desejos, talvez aparentemente piedosos, mas estéreis. Cada cristão deve “viver de tal modo que à sua volta se perceba o bonus odor Christi (cfr. 2 Cor 2, 15), o bom odor de Cristo; deve agir de tal modo que, através das ações do discípulo, se possa descobrir o rosto do Mestre”.

    Desde o começo da sua vida pública, o Senhor foi conhecido como o carpinteiro, filho de Maria. E perante os milagres, a multidão exclamava: Fez tudo bem feito!, absolutamente tudo: “os grandes prodígios e as coisas triviais, cotidianas, que a ninguém deslumbraram, mas que Cristo realizou com a plenitude de quem é perfectus Deus, perfectus homo (Símbolo Quicumque), perfeito Deus e homem perfeito”. Jesus, que quis servir?se de imagens tiradas dos mais diversos ofícios para exemplificar os seus ensinamentos, “olha com amor o trabalho, as suas diversas manifestações, vendo em cada uma delas um aspecto particular da semelhança do homem com Deus, Criador e Pai”.

    Para chegarmos a ter um sólido prestígio profissional, é necessário cuidarmos da formação própria da nossa atividade ou ofício, dedicar?lhe as horas necessárias, fixar metas para aperfeiçoá?la cada dia, mesmo depois de concluídos os estudos ou o período de aprendizagem. Os conhecimentos profissionais devem ser vistos por nós como um cabedal posto por Deus nas nossas mãos para que o façamos crescer. Não nos esqueçamos nunca de que, para nós, a vocação profissional é um elemento da vocação cristã.


    Oração ao Espírito Santo – Por São Josemaria Escrivá

    September 27th, 2008

    Vem, ó Santo Espírito!:
    ilumina o meu entendimento para conhecer os teus mandatos;
    fortalece o meu coração contra as insídias do inimigo;
    inflama a minha vontade…
    Ouvi a tua voz e não quero endurecer-me e resistir, dizendo: depois…, amanhã.
    Nunc coepi! Agora!, não aconteça que o amanhã me falte.

    Ó Espírito de verdade e de sabedoria,
    Espírito de entendimento e de conselho,
    Espírito de alegria e de paz!:
    quero o que queres,
    quero porque o queres,
    quero como o queres,
    quero quando o quiseres…

    Amém.

    Fonte: Seleta de Orações – Editora Quadrante

    Publicado também em :http://www.sociedadecatolica.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=347


    Valores morais e cristãos – Edificar a vida sobre a rocha(I)

    September 25th, 2008

    Traduzimos esta carta do saudoso Pe. Marcial Maciel destinada aos Legionários de Cristo no encontro realizado na cidade de St. Louis, no período de 23 a 25 de maio de 1997. O texto completo foi dividido em dez partes a serem publicadas a cada semana. Há dez anos atrás, o chamado era o mesmo e os temas abordados remetem aos valores morais e evangélicos.

    Seu texto afirma que ao início do cristianismo houve um punhado de homens e mulheres que creram na força transformadora dos valores do Evangelho e que souberam levá-los à vida penetrando desta maneira no mundo.

    Boa leitura!

    …………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

    Por Pe. Marcial Maciel, L.C.

     

    Muito estimados em Cristo:

    Antes de tudo desejo lhes enviar uma saudação muito cordial a todos e a cada um dos participantes deste encontro, agradecendo-lhes sua presença e de modo especial, seu apoio espiritual e suas orações. Dado que me é impossível dialogar pessoalmente com cada um de vocês, como desejaria, desejo ao menos por este meio epistolar, refletir com vocês sobre um tema que me parece especialmente importante na presente situação do mundo e da sociedade. Me refiro ao tema dos valores, dos valores humanos e cristãos.

    Sou consciente de que é uma temática muito ampla e inclusive debatida na atualidade tanto a nível mundial como no contexto americano, e certamente não pretendo abarcá-la em toda sua extensão. Quero simplesmente oferecer algumas idéias em torno dos valores autênticos sobre os quais edificar uma vida digna de um ser humano e de um cristão.

    Somente assim se poderá evitar que tudo o que ea vida se há construído com tanto afã e esforço não se desfaça estrondosamente, como por desgraça sucede na existência de muitas pessoas que não souberam edificá-la sobre a rocha firme dos valores humanos e evangélicos.

    O Santo Padre sinalizou que «voltar a compreender o sentido último da vida e de seus valores fundamentais é a grande tarefa que se impõe hoje para a renovação da sociedade»; (Familiaris Consortio, 8). Por desgraça são muitos os homens e mulheres que vivem um profundo vazio existencial, que se encontram desorientados no que constitui o sentido de suas vidas. Possuem todo o necessário para conseguir o que o mundo considera a felicidade e, contudo são profundamente infelizes, pois perderam o rumo de seu existir e não sabem se apoiar em pontos sólidos e seguros.

    Isto gera por contraste, em nossa geração atual, uma profunda «fome espiritual» que nada nem ninguém pode erradicar do coração humano. Assim o recordava um autor contemporâneo quando escrevia: «Ao meu parecer, o verdadeiro problema de nossa sociedade é a fome espiritual que nos leva a empreender atividades fúteis para satisfazer essa fome. Nos voltamos às drogas, ao dinheiro, ao prestígio, ao sexo o ao poder (que inclui o crime e a política) como substitutos num intento funesto de satisfazer esta fome».

    O Dr. C.G. Jung atestou essencialmente o mesmo nuna carta que escreveu em 1961 sobre o álcool, na qual afirma: “Álcool em latim se diz spiritus, e se usa a mesma palavra para a mais elevada experiência religiosa como para o veneno mais depravador. Portanto, uma fórmula útil: spiritus contra spiritum“. O espiritual é o único meio verdadeiro para satisfazer a fome (Kim E. Light).

    Edificar a vida sobre rocha

    Lhes convido a reler a passagem do Evangelho que nos convida a construir sobre a rocha sólida da palavra de Jesus Cristo: «Todo aquele que escuta estas palavras minhas e as põe em prática é semelhante a um homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e se abateram sobre aquela casa. E ela não caiu porque estava edificada sobre a rocha. Todo aquele que escuta minhas palavras e não as põe em obra, é como um homem néscio que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e se abateram sobre aquela casa; esta caiu e sua ruína foi grande» (Mt 7, 24-27).

    Edificar a vida sobre rocha. Desde a minha infância e primeira juventude foi esta uma de minhas maiores preocupações e um dos meus mais profundos desejos. Consciente de que a vida é uma e se vive uma só vez, não queria que o tempo de vida que Deus me haveria de dar passasse em vão edificando um edifício que logo haveria de desplomar por haver sido edificado sobre inconsistente areia movediça. A meditação destas palavras de Jesus Cristo me levou a buscar com todas minhas forças edificar minha vida sobre uma rocha firme, incomovível, capaz de atravessar a fronteira do tempo e ancorá-la na eternidade de Deus.

    A vida é algo que nos foi dado. Nenhum homem ou mulher a pediu. Num bom dia se encontrou na terra, em meio a uma família, num determinado país, numa situação histórica concreta. Ninguém escolheu as circunstâncias de seu nascimento, como tampouco escolheu a cor do cabelo nem a dos olhos, nem a da pele, nem seu grau de coeficiente intelectual, nem a carga genética que lhe foi concedida. A vida a nós é dada, como um presente, como um dom magnífico e misterioso.

    Quando uma pessoa se encontra com todos esses materiais para edificar a vida, a primeira coisa que tem que descobrir é o que fazer com eles. A tarefa primordial do homem é descobrir o sentido de sua vida. Quando nos vemos, como dizem alguns filósofos da existência, «projetados» para esta vida, a primeira pergunta que concebemos é a do porquê, o porquê da vida. Tem algum sentido a vida? Para onde caminho Quem me terá dado todos estes dons? Que quer que faça com eles?

    Santo Agostinho expressa de modo magnífico sua busca pelo sentido de sua própria vida quando em seu livro As Confissões reconhece que  havia convertido para si mesmo numa grande pergunta: Factus eram ipsi mihi magna quaestio (l. 4, 4, 9). É a pergunta pela identidade e pelo fim. Se não conhecemos o fim, com dificuldade poderemos chegar a ele.

    Porém se é relativamente fácil descobrir os fins imediatos de nosso atuar, não o é tanto assim achar a resposta do fim último de nossa existência. Se numa manhã fossemos à Quinta Avenida de Nova Iorque a perguntar às pessoas qual é o seu fim imediato, todos, ao menos os que estivessem em seu sadio juízo, saberiam nos responder. Alguns iriam investir na Bolsa, outros ao trabalho numa oficina. Outros simplemente às compras, à igreja de São Patrício, a passear no Central Park ou a visitar o Museu Metropolitano.

    Todos saberiam dizer qual é o fim imediato de seu atuar. Porém, se em lugar de lhes perguntar pelo fim próximo, lhes disséssemos, assim de supetão, esta outra pergunta: “Por que você vive?“, ou “Qual é o sentido de sua vida?“, talvez nem todos teriam a resposta a mão. É possível que alguns nos dissessem que sua família, seu trabalho, ganhar dinheiro, ser feliz, porém outros encolheriam seus ombros e seguiriam seu caminho, nos mirando como a seres raros. Muitas pessoas chegam ao fim de sua existência sem haver realizado a primeira e fundamental tarefa que é descobrir o sentido da mesma. De muitos se poderia escrever este epitáfio: «Aqui jaz alguém que nunca supôs por que viveu».

    Não parece ilógico viver sem saber por que? Lutar, se esforçar, levantar dia após dia para retornar e deitar pela noite, sem haver descoberto qual é o fim de tão frenética corrida, sem saber sequer se todos esses esforços valem a pena? Por que tantos esforços, tantos sacrifícios, por que suportar tantas contrariedades já que se desconhece o porque de tudo isso?

    Não é tempo perdido o que se dedica a refletir sobre o sentido da vida, porque se a vida dele não carecesse, se fosse somente uma funesta casualidade, um erro da evolução, ou simplesmente o jogo de uns deuses aborrecidos que se divertem com as penalidades dos homens, então seriam inúteis todos nossos esforços de edificação e de construção. Então, não importaria que os ventos se abatessem contra a casa e a derrubassem.

    Porém se a vida tem um sentido, se tem uma direção, se tem uma razão de ser, uma inteligibilidade, então é próprio do homem sábio e prudente se dedicar a descobrí-lo, pois a resposta a este porque determinará o como e o para que.

    (Continua…)


    Silêncio e Recolhimento

    September 23rd, 2008

    GOSTARÍAMOS DE QUE os Evangelistas tivessem narrado mais acontecimentos e palavras de Santa Maria. O amor faz?nos desejar mais notícias da nossa Mãe do Céu. No entanto, Deus cuidou de no?las dar a conhecer, na medida em que nos era necessário, tanto durante a vida de Nossa Senhora aqui na terra como agora, depois de vinte séculos, através do Magistério da Igreja, que, com a assistência do Espírito Santo, desenvolve e explicita os dados revelados.

    Pouco tempo depois da Anunciação, ainda que a Virgem não tivesse comunicado nada a Santa Isabel, esta penetrou no mistério da sua prima por revelação divina. O mesmo se passou com José, que não foi informado por Maria, mas por um anjo em sonhos, sobre a grandeza da missão daquela que já era sua esposa. No nascimento do Messias, Maria continuou a guardar silêncio, e os pastores foram informados pelos anjos do maior acontecimento da humanidade. Maria e José também nada disseram a Simeão e Ana quando, como um jovem casal entre muitos, foram a Jerusalém para apresentar o Menino no Templo. E, primeiro no Egito e depois em Nazaré, Maria não falou a ninguém do mistério divino que envolvia a sua vida. Nada comentou com os seus parentes e vizinhos. Limitou?se a conservar todas estas coisas, ponderando?as no seu coração. “A Virgem não procurava, como tu e como eu, a glória que os homens dão uns aos outros. Bastava?lhe saber que Deus sabe tudo. E que não necessita de pregadores para anunciar aos homens os seus prodígios. Que, quando quer, os céus publicam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos (Sl 18, 1?2). Dos ventos fazes os teus mensageiros, e do fogo ardente os teus ministros (Sl 104, 4)”.

    “É tão formosa a Mãe no perene recolhimento com que o Evangelho no?la mostra!… Conservava todas estas coisas, ponderando?as no seu coração! Esse silêncio pleno tem o seu encanto para a pessoa que ama”. Na intimidade da sua alma, Nossa Senhora foi penetrando cada vez mais no mistério que lhe tinha sido revelado. Mestra de oração, ensinou?nos a descobrir Deus – tão perto das nossas vidas! – no silêncio e na paz dos nossos corações, pois “só quem pondera com espírito cristão as coisas no seu coração pode descobrir a imensa riqueza do mundo interior, do mundo da graça, desse tesouro escondido que está dentro de nós [...]. Foi este ponderar as coisas no coração que fez com que a Virgem Maria fosse crescendo, com o decorrer do tempo, na compreensão do mistério, na santidade e na união com Deus”.

    O Senhor também nos pede esse recolhimento interior em que guardamos tantos encontros com Ele, preservando?os dos olhares indiscretos ou vazios para tratar deles a sós “com quem sabemos que nos ama”.


    Sê Frutífero !

    September 21st, 2008

    Meditação

    Jesus é o semeador que deposita em nós a semente de sua graça. Ao final da vida que Deus nos concede, o Senhor espera que demos frutos, por isso devemos utilizar todas as faculdades e dons que Deus nos deu. São tantos os dons que recebemos de Deus: vida, saúde, família, qualidades, estudos, o dom da fé, a possibilidade de receber o sacramento da confissão ou da Eucaristia… A lista seria interminável. Somos uns privilegiados por Deus! E tudo isso temos recebido, sem sequer merecermos, só por puro amor de Deus. Como disse outra passagem da Sagrada Escritura, o que temos recebido grátis, temos que dar de mãos cheias, gratuitamente e dar o cento por um, como os grãos semeados em terra boa. Temos que sentir a necessidade de corresponder a Deus por gratidão, para dizer-lhe com feitos que não somos indiferentes a Seu amor. O amor é a base de nossa resposta a Cristo! O amor deveria nos levar a darmos o máximo possível. Para trabalhar tudo isso contamos com um grande meio que todos temos: o tempo. O tempo é o que nos permite render para Deus, entregar-lhe o que temos, o que somos, para nos colocar a Seu serviço. Não pensemos que temos toda a vida. Pensemos que temos o dia de hoje, demos frutos hoje!.

    Reflexão apostólica

    Ante a vida que é tão curta, o cristão deve sentir o estímulo para fazer render ao máximo o tempo que Deus os concede.

    Propósito

    Aproveitar bem meu tempo, me colocando a serviço dos demais, sem deixar espaço ao ócio ou a preguiça.

    “A porta escura do tempo , do futuro tem sido aberta de par em par. Quem tem esperança vive de outra maneira; lhe é dada uma nova vida”.

    S.S. Bento XVI, encíclica Spe salvi, núm. 2.

    Fonte: Meditações do Regnum Christi